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Mercado

Após alta de 5%, Bovespa cai; dólar sobe

Bolsa segue perdas nos EUA com temores sobre montadora GM. Pela manhã, bolsa chegou a subir mais de 5%

Após registrar alta superior a 5% durante a manhã, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) inverteu de tendência e passou a operar no vermelho nesta segunda-feira (10). Por volta das 16h, a bolsa marcava baixa de 0,70%, aos 36.406 pontos.

A piora do humor na Bovespa segue o mercado de Nova York, onde temores sobre a saúde financeira da montadora GM fazem os indicadores caírem. Por volta das 16h de Brasília, o índice Dow Jones apontava baixa de 1,25%. Já as ações da empresa tinham queda superior a 20%.

Mais cedo, o índice Ibovespa - o principal do mercado nacional - havia subido com o otimismo gerado pelo anúncio do pacote econômico na China, no valor de US$ 586 bilhões.

Antes da piora em Nova York, o pacote chinês teve boa repercusão no mercado financeiro mundial. As bolsas asiáticas fecharam em alta nesta segunda. A bolsa de Xangai teve fortes ganhos e fechou em alta de 7,27%. Já o índice Nikkei da Bolsa de Tóquio encerrou com alta de 5,81%. A bolsa de Seul, por sua vez, fechou o pregão com ganhos de 1,58%.

As bolsas européias também registraram alta nesta segunda. O indicador FTSE Eurofirst 300 - que reúne ações das principais empresas do continente - registrou alta de 0,92%, aos 923 pontos. Em Paris, a alta foi de 1,06%. Em Frankfurt, o pregão terminou com uma valorização de 1,76%. A Bolsa de Londres, por sua vez, fechou em alta de 0,89%.

Pacote

Na avaliação do gestor de renda variável da Ático Asset Management, Fernando Barbará o mercado ainda carece de notícias positivas. Barbará lembra que esse plano chinês não é totalmente novo, mas sim uma ratificação com maior detalhamento de um pacote de medidas que já existia. "Em 2006 foi apresentado um plano de investimento em infra-estrutura de aproximadamente R$ 300 bilhões por ano até 2010. De lá pra cá tiveram ajustes", diz.

Ele lembra que a volatilidade deve seguir bastante elevada e que a gravidade e profundidade da crise impedem que os mercados acionários firmem alguma tendência duradoura.

Barbará também recorda que os efeitos da crise na economia real ainda são pouco conhecidos. " Portanto, a piora e melhora nos preços dos ativos vai continuar".

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