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Após mês fraco, comércio espera bom Dia da Criança

Levantamento feito com lojistas mostra expectativa de alta nas vendas de 10% a 15% em relação ao mesmo período do ano passado

Brenda escolhe sua boneca do Dia da Criança: família não foi afetada pela crise | Albari Rosa/Gazeta do Povo
Brenda escolhe sua boneca do Dia da Criança: família não foi afetada pela crise (Foto: Albari Rosa/Gazeta do Povo)
Veja como serão as vendas na data |

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Veja como serão as vendas na data

Depois de um setembro fraco, o comércio de Curitiba aposta agora no Dia da Criança, no próximo 12 de outubro, para reaquecer as vendas. De acordo com a Associação Comercial do Paraná (ACP), os lojistas esperam um avanço de 10% a 15% no fatura mento na comparação com o mesmo período do ano passado.

Pesquisa da entidade em parceria com a Datacenso mostra que 87,6% dos lojistas esperam vendas iguais ou superiores às do ano passado. Entre os consumidores, 39% pretendem gastar mais do que em 2008.

Considerada uma prévia das vendas do Natal, nesse ano a data também servirá de termômetro para testar o ânimo do consumidor depois da gripe suína e do susto da crise econômica. "Ao que tudo indica o consumidor deixou tudo isso para trás. No último fim de semana o movimento surpreendeu. Muitos lojistas estão ba­­tendo suas marcas de vendas antes da metade do mês", diz Ka­­tia Zucolotto, gerente de marketing do shopping Mueller. A projeção do shopping é que o fluxo de pessoas – de cerca de 40 mil por fim de semana – cresça pelo menos 10% no sábado e no do­­mingo que antecedem a comemoração.

Para o comércio, setembro foi um mês difícil devido ao frio, às chuvas e ao medo de contágio por gripe A (H1N1). "Agosto foi um mês afetado pela gripe. E, em se­­tembro, notamos que o consumidor deu uma segurada nas compras. Mas já deu para sentir um aquecimento nessa semana", diz Patricia Gomes, franqueada para Curitiba da Happy Town, especializada em brinquedos de pelúcia. De acordo com ela, as vendas na data chegam a dobrar em relação à média da rede.

O levantamento da ACP, que ouviu 200 consumidores e 200 lojistas entre 21 e 25 de setembro, mostra que os brinquedos lideram a lista de presentes, com 44% de preferência, seguidos por roupas, com 17,33%, e calçados (8,89%).

Segundo Jussara Pires, gerente da loja Xiquita na Avenida Batel, brinquedos como a Barbie Três Mosqueteiras, para as meninas, e o Ben10, para os meninos, estão entre os mais procurados. Os preços variam, em média, entre R$ 59 e R$ 300. A previsão da loja é de um crescimento de 5% a 8% nos negócios em relação ao ano passado. O consultor da marca Lilica e Tigor, João Paulo Menezes, é ainda mais otimista. Ele projeta um aumento de 20% nas vendas.

De acordo com a ACP, valor do ticket médio deve ficar em R$ 106,38, 32% maior do que no ano passado. Juliane Gonçales, 30 anos, está entre os pais que planejam gastar mais. Ela, que ontem antecipou suas compras, calcula que o presente da filha, Gabriele, deve sair por volta de R$ 300. Ivete Almeida também não pretende economizar. A filha Brenda já escolhia seu presente ontem. "Fomos pouco afetados pela crise econômica", diz Ivete.

Para animar o consumidor, o comércio reforçou a variedade de produtos nas lojas. Nos hipermercados Big, do Walmart, são mais 100 itens, um avanço de 15% sobre o volume do ano passado, de acordo com Elton de Melo Brito, diretor de operações da rede Walmart nos estados do Paraná e Santa Catarina.

O levantamento mostra ainda que 53,3% dos lojistas prepararam ações específicas para a data. A principal arma de sedução para o consumidor, no entanto, está no desconto para a venda à vista. Cerca de 60,5% das lojas vão utilizar essa estratégia. Outros 36,8% vão distribuir brindes.

Colaborou Fernanda Gabardo Stoppa

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