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Após terremoto, produção de montadoras do Japão cai até 81%

Honda, Toyota e Nissan divulgam resultados de abril. Fabricantes já tinham registrado queda em março, quando houve o tremor

As produção das principais montadoras japonesas caiu até 81% em abril, ainda em função de redução de operações e falta de peças desde o terremoto que atingiu o país em março. Naquele mês, as fabricantes já tinham registrado queda em reflexo aos prejuízos causados pelo fenômeno.

A Toyota, que fechou 2010 como líder mundial em vendas, divulgou nesta sexta-feira (27) uma queda de 78% em sua produção em abril, na comparação com o mesmo mês de 2010, entregando um total de 53.823 veículos no Japão. É a maior queda mensal na história da empresa.

Em termos globais, a fabricação caiu 48%, para 346.297 unidades, também frente ao mesmo período do ano passado.

A Honda e a Nissan também produziram menos, tanto no Japão como no resultado mundial. Na Honda do Japão, a queda foi de 81%, para 14.168 veículos. No mundo, a produção baixou 52,9%, para 138.498 unidades. Foi a maior queda desde 1977, quando a empresa passou a compilar resultados mensais.

queda da Nissan foi de 48,7% (44.193 veículos) no Japão e 22,4% no mercado mundial, com produção de 248.024 veículos.

Desde o terremoto, a produção nessas montadoras ainda não foi retomada em 100%. As fábricas da Toyota, que até então produzem 50% a menos que o normal, passarão a operar com 70% da capacidade em junho. A montadora diz que a normalização só deve ocorrer no fim do ano.

Efeitos no Brasil

Como consequencia da falta de peças importadas do Japão, Toyota e Honda anunciaram mudanças na operação no Brasil. A primeira parou a produção do Corolla em Indaiatuba (SP) por três dias em abril e neste mês. E, na última quinta (26), anunciou uma quarta parada, no dia 17 de julho.

A Honda passa por mudanças mais drásticas. No último dia 17, a montadora anunciou que a produção na fábrica de Sumaré (SP), onde são feitos o City, o Civic e o Fit, será cortada pela metade. Como consequencia, 400 funcionários serão demitidos.

O sindicato local entrou na Justiça pedindo a suspensão das demissões. A primeira audiência de conciliação, ocorrida na última quinta, terminou sem acordo. Uma nova reunião está marcada para o próximo dia 7, um dia após a retomada das operações na planta, que passa por uma pausa prevista anualmente. A parada, tradicionalmente feita para manutenção, estava programada para julho, mas foi adiantada por causa dos problemas com peças japonesas.

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