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mercado financeiro

Ásia: realização de lucros derruba bolsas; Seul perde 2,6%

A maioria dos mercados asiáticos encerrou em queda nesta quinta-feira. As bolsas da região seguiram no encalço de Wall Street e das más notícias econômicas vindas dos Estados Unidos, e também sucumbiram à realização de lucros.

Este foi o caso da Bolsa de Hong Kong, que fechou em ligeira baixa. O índice Hang Seng perdeu 73,70 pontos, ou 0,4%, e encerrou aos 18.502,77 pontos. O setor imobiliário liderou a realização de lucros entre as blue chip. Sino Land caiu 2,7%, Hang Lung Properties recuou 3,6% e Sun Hung Kai Properties desabou 1,4%. A venda de ações de bancos chineses também pesou no mercado. Banco Industrial e Comercial da China (ICBC) baixou 2,4%, Bank of China teve queda de 0,9% e China Construction Bank perdeu 0,4%.

As preocupações com a redução da liquidez, resultantes da possibilidade de Pequim liberar os IPOs, fizeram os investidores abandonar suas posições nos papéis de recursos naturais e de petroleiras. Por causa desse movimento, as Bolsas da China fecharam em baixa, após quatro pregões seguidos de ganhos. O índice Xangai Composto perdeu 0,4% e encerrou aos 2.767,24 pontos. Já o Shenzhen Composto fechou estável, aos 920,95 pontos Goldminer Zijin Mining Group teve declínio de 2,4% e Western Mining baixou 1,8%. PetroChina caiu 1,7%. O único destaque positivo do dia foram as siderúrgicas. Baoshan Iron & Steel subiu 4,7%, enquanto Wuhan Iron & Steel avançou 3,9%.

A valorização do dólar e a alta na taxa de paridade central dólar-yuan levaram a unidade chinesa a se desvalorizar em relação à moeda norte-americana. No mercado de balcão, o dólar fechou aos 6,8331 yuans, de 6,8307 yuans do fechamento de quarta-feira.

Já a Bolsa de Taipé, em Taiwan, fechou em queda pelo terceiro pregão consecutivo. O índice Taiwan Weighted caiu 1,6% e terminou aos 6.786,06 pontos. Hon Hai Precision Industry perdeu 4,4% e TSMC baixou 3,2%. No setor financeiro, Cathay Financial recuou 3,2%.

Na Coreia do Sul, os investidores usaram a baixa nas bolsas de Nova York como pretexto para realizar lucros em ações sensíveis à situação da economia, em meio à tensão geopolítica na região. O índice Kospi da Bolsa de Seul perdeu 2,6% e encerrou aos 1 378,14 pontos. A siderúrgica Posco teve baixa de 3,9% e a construtora Daewoo Engineering & Construction despencou 10,3%.

Na Bolsa de Sydney, na Austrália, o índice S&P/ASX 200 se retraiu 2,1%, encerrando aos 3.934,6 pontos. A queda foi liderada pelas ações cíclicas, particularmente as de matérias-primas e de energia, influenciadas pelo declínio nas bolsas e nos mercados de commodities. Um relatório da Revisão Financeira Australiana, sinalizando uma possível emissão de direitos da Rio Tinto, também pressionou para baixo as ações da mineradora, que fechou em queda de 6,6%. As da BHP Billiton caíram 5,2%.

O índice PSE da Bolsa de Manila, nas Filipinas, avançou 0,9% e fechou aos 2.494,2 pontos.

A Bolsa de Cingapura seguiu o desempenho em Wall Street e fechou em baixa, afetada também por realizações de lucros. O índice Straits Times recuou 0,9% e fechou aos 2.362,74 pontos.

Na Indonésia, o índice composto da Bolsa de Jacarta subiu 1,1% e fechou aos 2.032,72 pontos, novo recorde em 2009. O mercado foi ajudado por compras, à tarde, de papéis de bancos e ligados a recursos naturais.

O índice SET da Bolsa de Bangcoc, na Malásia, subiu 2,0% e fechou aos 593,60 pontos, com mais fluxos estrangeiros incitando os investidores locais.

O índice composto de cem blue chips da Bolsa de Kuala Lumpur, na Malásia, teve alta de 0,8% e fechou aos 1.063,97 pontos, com procura por ofertas.

As informações são da Dow Jones.

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