Encontre matérias e conteúdos da Gazeta do Povo
Boletim

Asseio global

 | Ivonaldo Alexandre/Gazeta do Povo
(Foto: Ivonaldo Alexandre/Gazeta do Povo)

O empresário paranaense Adonai Aires de Arruda (foto) vai assumir o comando da entidade internacional que representa todos os prestadores de serviços e terceirizadores de mão-de-obra do planeta. Ele foi eleito presidente da World Federation of Building Service Contractors (WFBSC) para o biênio 2010/2012 e tomará posse na Nova Zelândia. Arruda, que é presidente do Grupo de Serviços Higi Serv e do Sindicato das Empresas de Asseio e Conservação do Estado do Paraná (Seac-PR), conversou sobre esse e outros desafios com o repórter Alexandre Nascimento.

O que representa essa conquista?

É prova de que somos referência no setor. Em todo o país, empregamos 1,5 milhão de pessoas. No Paraná são 340 empresas que geram mais de 30 mil empregos.

Quais as perspectivas do setor para o Brasil, diante do cenário de crise?

A prestação de serviços depende da pujança de todos os outros setores da economia para crescer. Como a crise provoca um efeito cascata, afetando diversos segmentos, estimamos uma redução no crescimento. No país, o setor vem crescendo em média 7% ao ano. Para 2009 vamos ficar ao redor de 5%.

Qual a vantagem de uma empresa que opta por terceirizar sua mão-de-obra?

A contratação do serviço torna impessoal a relação da empresa com o funcionário. Todas as questões passam a ser problema do operador, que fica obrigado a oferecer o serviço com a melhor eficiência, deixando o contratante livre para cuidar do seu negócio principal.

Em quais segmentos o setor ainda pode crescer? Em quais já há um esgotamento?

Não existe setor em que a prestação de serviços não possa crescer e se desenvolver. No entanto há setores específicos que ainda podem ser explorados. Os mais promissores são as escolas, o ramo de hotelaria e a administração de condomínios.

A regulamentação do setor é adequada à realidade do país?

Não, o Brasil precisa de uma lei específica que regulamente a terceirização de mão-de-obra para dar segurança jurídica para as empresas, trabalhadores e contratantes. Hoje o setor é regido por uma súmula do Tribunal Superior do Trabalho (TST).

* * * * *

Fiat encolhe

Em meio à queda nas vendas de automóveis – que despencaram 25% em novembro – crescem os boatos sobre corte nos investimentos da Fiat Powertrain (FPT) no Paraná. Braço da área de motores da montadora italiana, a FPT comprou em março a antiga fábrica da Tritec, em Campo Largo. A empresa teria adiado para julho de 2009 a inauguração, prevista para o primeiro semestre, e revisado de 30 mil para 14 mil a produção/ano de motores. Apenas 20 pessoas teriam sido contratadas.

* * *

A assessoria de imprensa da FPT jura de pés juntos que os investimentos de R$ 250 milhões estão mantidos, mas não revela volumes de produção, nem o começo das operações. A empresa alega que está "correndo" para inaugurar a fábrica no primeiro semestre. Também assegura que os planos são de longo prazo e que parte dos motores fabricados (1.4 e 1.6 litros) terá como destino as exportações, beneficiadas pelo dólar mais forte. A fábrica de Betim (MG), que faz motores para carros populares, está em férias coletivas.

Pesquisa na indústria

Pesquisadores interessados em atuar nas empresas paranaenses têm até o dia 31 de dezembro para apresentar suas propostas ao projeto Pesquisador na Empresa, do CNPQ. O projeto é financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em parceria com o Ministério de Ciências e Tecnologia (MCT). Por meio do programa Antena ABG Brasil, o Sistema Fiep vai apoiar a elaboração dos projetos, identificar e inserir os pesquisadores nas empresas paranaenses.

Serviço:

O edital Pesquisadores nas Empresas está disponível no site www.cnpq.br. A divulgação dos resultados será a partir de 9 de março de 2009. Mais informações, pelo telefone (41) 3271-9431.

Como é que é?

A expressão é esquisita, mas suas implicações são de alto interesse. Trata-se do princípio constitucional da "anterioridade nonagesimal", que pode ser invocado pela Associação Comercial do Paraná para tentar a restituição da CPMF, por cobrança indevida, entre os meses de janeiro e março de 2004. Os empresários associados poderão decidir sobre uma eventual ação coletiva em assembléia geral marcada para o dia 16.

Boas práticas

Gestão profissional, contabilidade transparente e controle administrativo rigoroso não precisam – e nem devem – ser exclusividade de companhias com ações negociadas em bolsa. Para o coordenador do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC) no Paraná, Fernando Mitri, empresas de capital fechado e que funcionam sob qualquer tipo de estrutura podem se beneficiar desses princípios.

* * *

É isso que o IBGC pretende mostrar nos dias 8 e 9 de dezembro, em São Paulo, durante o congresso "Propriedade em Evolução: Novas Formas de Controle Societário". Mais informações no site www.ibgc.org.br.

* * * * *

"Se eu falar em pacote perto do presidente Lula, ele briga comigo."

Paulo Bernardo, ministro do Planejamento, ao afirmar que o governo federal estuda medidas pontuais para conter o desemprego

Principais Manchetes

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.