Os voos das empresas aéreas Trip e Azul foram retomados no Aeroporto de Cascavel, no Oeste do Paraná, nesta sexta-feira (5). As viagens haviam sido interrompidas no início da semana, após um incidente, na semana anterior, com uma aeronave que teve dificuldades para pousar. As empresas alegaram, então, falta de segurança para seguir voando. O incidente está sendo investigado pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).
Conforme a assessoria de imprensa da Companhia de Engenharia de Transporte e Trânsito (Cettrans), que administra o local, os pousos e as decolagens ocorreram nos horários determinados. O primeiro voo decolou as 5h30 com destino a Campinas (SP). As duas companhias as únicas que operam na cidade disponibilizam dez voos diários. Além de Campinas, os demais destinos são Curitiba, Guarulhos, Maringá e Dourados (MS).
A suspensão foi cancelada depois de uma reunião, ocorrida na quarta-feira, entre diretores das operadoras e administradores do aeroporto. As partes assinaram um termo se comprometendo a adotar medidas de melhorias que aumentar a segurança no local.
O presidente da Cettrans, Paulo Porsch, informou que algumas medidas já estão sendo desenvolvidas e outras eram realizadas mesmo antes do acordo. "Hoje (sexta) a Secretaria de Obras iniciou um trabalho nas laterais e na cabeceira da pista, onde há umas caixas de concreto para passagem do balisamento. A previsão era fazer esse serviço com a conclusão da obra de ampliação da pista. Essas caixas ficarão niveladas e caso ocorra um novo incidente não há risco de a aeronave bater nessas caixas, destaco que isso não aconteceu com o avião da Azul", explica.
Segundo Porsch, também foi reforçada a sinalização horizontal da pista e está programado para a próxima semana um exercício de treinamento para combate em incêndio. "São ações que sempre realizamos, mas estamos reforçando", enfatiza.
De acordo com o presidente da Cettrans, uma medida bastante importante, mas que depende também das empresas e de outros órgãos, é o procedimento para que o aeroporto possa começar a operar por instrumentos. "Solicitamos ao Sindacta ainda em agosto e ele deve encaminhar ao Decea [Departamento de Controle de Espaço Aéreo]. As empresas também precisam fazer essa solicitação. Com a operação por instrumentos, vamos diminuir consideravelmente os cancelamentos e desvios de voos por causa do clima", comenta.
Porsch informou ainda que as companhias se comprometeram a colocar pilotos mais experientes com facilidade de atuar em condições de vento forte. "Nosso aeroporto tem uma característica especial por causa da condição dos ventos. Se a pista fosse alinhada um pouco mais para a esquerda ou para a direita, num ângulo de 45º, facilitaria os pousos e decolagens, mas ainda assim, o vento influenciaria", observa Porsch.



