O Banco Central espera que a taxa de desemprego chegue a 6,7% em dezembro deste ano. Se esse percentual se confirmar, será a menor taxa desde o início da série histórica, em 2002. No final de 2008, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa ficou em 6,8%.
Para todo o ano de 2009, a projeção é de uma taxa média de 8,1%. No ano passado, essa taxa ficou em 7,9% e em 2007, em 9,3%. Segundo o diretor de Política Econômica do BC, Mário Mesquita, o mercado de trabalho mostrou notável resistência crise financeira internacional.
"Houve manutenção da renda e a crise foi restrita ao setor industrial. O setor de serviços, que emprega muita gente, sofreu menos. A rede de proteção social funcionou. Houve desaceleração na taxa de crescimento da população economicamente ativa, afirmou.
Ao apresentar nesta sexta (25) o Relatório Trimestral de Inflação, Mesquita acrescentou ainda que, no final de ano, é comum o aumento do emprego por conta das contratações dos setores de comércio e serviço.
O diretor disse também que o BC está confortável com a projeção de 0,8% para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país. Essa projeção é a mesma que consta do Relatório Trimestral de Inflação, divulgado em junho.
Não tivemos razão para rever o diagnóstico de que a economia teria uma recuperação já neste ano e de que a recessão seria curta, disse. Ele acrescentou que, em junho, a projeção estava distante da do mercado. Atualmente, o mercado financeiro, consultado pelo BC semanalmente, prevê estabilidade para o PIB neste ano.



