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Setor bancário

Banco do Brasil compra Nossa Caixa por R$ 5,39 bi

Para Guido Mantega, é importante que instituição pública seja fortalecida. Operação ainda depende do aval da Assembléia Legislativa de São Paulo e do Banco Central

Agências da Nossa Caixa serão transformadas em postos do Banco do Brasil. | Arnaldo Alves/Arquivo/Gazeta do Povo
Agências da Nossa Caixa serão transformadas em postos do Banco do Brasil. (Foto: Arnaldo Alves/Arquivo/Gazeta do Povo)
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Comparação entre Nossa Caixa e Banco do Brasil

O Banco do Brasil fechou a compra da Nossa Caixa, banco estadual de São Paulo. A negociação foi concluída por R$ 5,386 bilhões e é o primeiro passo do BB no sentido de retomar a liderança de mercado perdida após a fusão entre o Unibanco e o Itaú. O pagamento será realizado em espécie, dividido em 18 parcelas de R$ 299,25 milhões a partir de março de 2009, corrigidas pela taxa Selic. Pelo acordo, cada ação foi avaliada em R$ 70,63.

De acordo com o banco federal, a negociação envolve 71,25% do capital na Nossa Caixa, o que dá o controle da instituição ao BB. A instituição informou ainda que dará aos acionistas minoritários as mesmas condições que ofereceu ao governo do estado.

O BB negocia ainda a compra do Banco Regional de Brasília (BRB) e de metade do banco Votorantim, de propriedade da família Ermírio de Moraes. Além disso, a assembléia de controladores do BB já aprovou a compra do Banco do Piauí.

Governo

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que a aquisição da Nossa Caixa fortalece o banco federal. Além disso, Mantega afirmou que o governo vai equilibrar o jogo com os grandes bancos brasileiros do setor privado, aumentando a competição no mercado. "É importante que o BB e a Caixa Econômica Federal sejam bancos fortes e tenham poder de competição para beneficiar os correntistas", afirmou. "Nós vimos que é importante em um momento de crise ter bancos públicos fortes, porque eles não sofrem restrição de crédito. Ao contrário, podem acrescentar mais crédito e ajudar a manter o mercado mais sólido", emendou.

O governador José Serra disse que os recursos da operação terão fundamentalmente dois destinos: um órgão estadual de fomento e projetos sociais, nos quais a administração tucana inclui projetos de ampliação do metrô de São Paulo e de linhas de trens metropolitanos. "Nunca achei que governo estadual devesse ter um banco comercial, embora respeite quem tem", disse Serra, frisando que, mesmo ao abrir mão desse negócio, a função de apoiar e financiar projetos de interesse da população paulista será atendida. "Estamos construindo um banco de desenvolvimento com foco nos micro, pequenos e médios empresários. A prioridade é a geração de empregos."

Clientes

Nada muda para os clientes da Nossa Caixa. A incorporação de fato só deve acontecer a partir de março de 2009, após a aprovação do negócio pela Assembléia Legislativa de São Paulo, pelo Banco Central e demais reguladores. Depois da incorporação, o cliente da Nossa Caixa deverá virar correntista do BB. O mesmo deve acontecer com as agências da Nossa Caixa, que deverão virar postos de atendimento do BB.

Segundo o presidente do BB, Antonio Francisco de Lima Neto, quando terminar o processo de incorporação, a marca Nossa Caixa deverá desaparecer.

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