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Sistema financeiro

Banco do Brasil finaliza aquisição do Besc por R$ 685 milhões

O Banco do Brasil (BB) finalizou ontem o processo de incorporação do Banco do Estado de Santa Catarina (Besc), que era do governo catarinense e foi federalizado em 2000. Trata-se de um negócio de R$ 685 milhões e o primeiro de uma série que a maior instituição financeira do país pretende fazer. O vice-presidente de finanças do BB, Aldo Luiz Mendes, estima que, em um prazo de dez anos, o ato de concentração vai gerar ganhos de R$ 1 bilhão pelas sinergias das operações. "Essas sinergias virão basicamente de tecnologia", destacou Mendes, acrescentando que no primeiro ano serão investidos R$ 40 milhões no Besc.

Para fechar a operação, o BB vai emitir 23,1 milhões de suas próprias ações. Com isso, o "free float" do banco, que são as ações negociadas no mercado, cairá de 21,7% para 21,53%.

Uma assembléia de acionistas do Besc está marcada para o próximo dia 30 com o objetivo de corroborar a operação. Junto com o Besc, o BB também está levando a Bescri, que é o braço de financiamento imobiliário do banco catarinense.

O negócio prevê ainda que a folha de pagamento dos servidores catarinenses, com cerca de 128 mil funcionários e movimento de R$ 260 milhões ao mês, ficará nas mão do BB por cinco anos. Para tanto, o banco pagará cerca de R$ 250 milhões ao governo de Santa Catarina.

Segundo Mendes, o Banco do Brasil não pretende fazer demissões neste momento. Ele informou que a marca Besc será mantida por cinco anos, como prevê os termos da incorporação. Com a aquisição, o BB receberá mais R$ 6,943 bilhões em ativos vindos do banco catarinense, o que deixará a maior instituição financeira do país com ativos totais de R$ 423,445 bilhões.

Sem entrar em detalhes, o Ministério da Fazenda informou que o valor que foi acertado para a incorporação do Besc e da Bescri será usado pelo Tesouro Nacional para abatimento do saldo devedor da dívida de Santa Catarina com a União. Isso faz parte do Proes, que é o programa de socorro aos bancos oficiais.

O Besc é um banco federalizado cujo maior controlador, com 96% do capital, é o próprio Tesouro Nacional. Este, por sua vez, também controla o BB. O Besc passou para as mãos da União porque, na época, apresentava prejuízos acima de R$ 1 bilhão ao ano.

Bep, Nossa Caixa e BSB

Além do Besc, o BB negocia a incorporação de outras três instituições. A mais adiantada é a do Banco do Estado do Piauí (Bep), que também está federalizado. O vice-presidente do BB adiantou que a expectativa é de conclusão do negócio até o fim do ano.

Outra aquisição que está sendo desenhada é a do paulista Nossa Caixa, que é controlado pelo governo local. Mendes afirmou que as partes estão em processo de negociação de preço e, por isso, não quis falar sobre prazos de conclusão. O Banco do Brasil também negocia a aquisição do Banco de Brasília (BRB), que ainda está en fase de avaliação e, por isso, deverá ser o último a ser concluído.

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