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Banco do Brasil nega ao TCU que estuda federalizar BRB

Após notícias sobre transformação de estatal brasiliense em crise em banco federal, Ministério Público pediu apuração.
Após notícias sobre transformação de estatal brasiliense em crise em banco federal, Ministério Público pediu apuração. (Foto: Joédson Alves/Agência Brasil)

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O Banco do Brasil (BB) afirmou ao Tribunal de Contas da União (TCU) que não conduz nenhum tipo de tratativa no sentido de federalizar o Banco de Brasília (BRB). A resposta ao pedido de informações do ministro Bruno Dantas foi protocolada nesta quinta-feira (12). A Caixa Econômica Federal, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Ministério da Fazenda também foram questionados, mas ainda não responderam.

"O Banco do Brasil S.A […] não possui – concluídos ou em andamento – quaisquer estudos, notas técnicas, grupos de trabalho, deliberações internas ou outro ato preparatório [...] relacionados à eventual ‘federalização’ do Banco de Brasília S.A. (BRB)", disse a empresa.

O pedido de fiscalização, feito pelo Ministério Público Junto ao Tribunal de Contas (MPTCU), baseia-se em notícias e declarações públicas do secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, e do presidente do Conselho de Administração da Caixa, Marcus Aucélio.

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"Embora declarações e notícias jornalísticas não constituam, por si sós,
indícios suficientes de irregularidade, entendo que, no caso concreto, a materialidade potencial elevada – considerada a ordem de grandeza dos valores veiculados nas reportagens, com menções à necessidade de capital de aproximadamente R$ 6 bilhões e exposição a ativos sem lastro superior a R$ 12 bilhões – e o risco de efeitos relevantes sobre o patrimônio público federal justificam, sob o prisma do poder-dever de cautela, a realização de diligências para elucidação de fatos e saneamento processual, a fim de subsidiar o exame de admissibilidade e evitar arquivamento prematuro da questão", explica o ministro do TCU.

A preocupação do MPTCU envolve as dificuldades de caixa que a estatal brasiliense enfrenta em razão do envolvimento com o Banco Master. O governo do Distrito Federal conseguiu aval da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) para incluir imóveis em fundos de investimentos, injetar recursos e contratar um empréstimo de até R$ 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC), tudo para socorrer a instituição financeira.

Dantas reconheceu que o BRB não está sob jurisdição do TCU, argumento levantado pela auditoria do órgão para defender a rejeição do procedimento, mas apontou que uma eventual federalização poderia impactar nas finanças públicas federais.

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