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Bank Boston sai à caça de milionários em Curitiba

O Bank Boston escolheu Curitiba como a sede de seu quarto escritório de private banking no país — serviço dirigido a clientes de alta renda. Até maio será aberta a nova estrutura que, apesar de enxuta (com apenas três executivos), terá a missão de atender um mercado prioritário para a empresa americana. O banco quer expandir sua carteira de clientes que recebem tratamento especial, com direito à orientação personalizada feita por profissionais de primeira linha do universo financeiro. Não são muitos os que terão acesso a esse serviço: o alvo do Bank Boston são pessoas com pelo menos R$ 5 milhões disponíveis para investir.

Em um café da manhã realizado nessa semana em Curitiba, o banco reuniu 30 desses milionários, na maior parte clientes do Bank Boston, para uma conversa sobre Imposto de Renda. Se os planos da companhia americana funcionarem, as próximas reuniões exigirão salas maiores. "A demanda nos estados do Sul já compensa a manutenção do escritório", diz o superintendente da área de private do banco. "Os clientes hoje são atendidos por São Paulo, mas vimos que é importante entender a dinâmica do ambiente onde eles vivem."

Atualmente o Bank Boston tem escritórios de private em São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Neste ano, a única novidade na estrutura que atende esse segmento é a unidade de Curitiba, que funcionará no prédio da Rua Marechal Deodoro onde o banco tem uma de suas quatro agências paranaenses. O número de clientes que serão atendidos é segredo – a caça aos milionários é pratica corrente no setor bancário e o Bank Boston não quer dar munição para a concorrência.

O executivo explica que o potencial da Região Sul cresceu com o avanço na industrialização nos anos 90 e com a entrada de grupos estrangeiros. Boa parcela dos clientes do serviço private são famílias tradicionais, donas de empresas médias e grandes. "Encontramos um cenário que gera oportunidades. A economia familiar é muito comum no Brasil e com isso há muita gente fora do eixo Rio-São Paulo com o perfil para esse serviço", diz Oliveira. A meta da companhia nos próximos três anos é dobrar sua carteira de private no Brasil, hoje em R$ 4 bilhões. Clientes com R$ 5 milhões em caixa, portanto, não faltam.

Para cativar clientela tão exclusiva, o banco montou uma estratégia que avança no conceito de private banking. Nada de confundir seus serviços com o que os grandes do varejo, como Bradesco e Itaú, oferecem nas salinhas com logotipos especiais. "Hoje o varejo de alta renda oferece uma gestão diferenciada para quem tem R$ 1 milhão ou mais. Focamos em um público acima desse valor porque nossa estrutura vai além da administração do patrimônio", explica o executivo.

Os clientes private do Bank Boston têm uma equipe de estrategistas que montam portfólios, dão conselhos de investimentos e ajudam na tomada de decisões nos negócios. Além disso, eles contam com a estrutura internacional do banco e com o braço "corporate", responsável pelo atendimento a empresas. A conquista de pessoas físicas é, aliás, uma porta de entrada para a carteira empresarial. Clientes em dúvida sobre fusões, vendas e aberturas de capital são incentivados a consultar os especialistas da área private do banco.

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