O ótimo desempenho obtido pela América do Sul em 2010, onde 20 mil carros BMW foram comercializados, fez com que a diretoria da marca voltasse os olhos para o mercado latino. O grupo alemão já iniciou estudos para implantar operação em um dos países da região. A definição vai acontecer ainda este ano.
"Nós estamos estudando para sair do eixo Europa-Ásia-Estados Unidos e o foco é a América do Sul. Os estudos estão bastante avançados e a apresentação para o grupo deve ocorrer em breve", afirma o presidente da BMW Group Brasil, Henning Dornbusch. "O trabalho está analisando as condições dos países e mapeando os mercados", acrescenta.
O executivo não confirma quais países são focos da marca, apenas adianta que nem todos estão na disputa. Porém, é provável que a operação não fuja do pequeno grupo formado pelos três países onde a marca mais comercializou veículos em 2010; Brasil (9.886 unidades), Argentina (4.279 unidades) e Chile (2.240 unidades). "Assim como estamos olhando para países já determinados, também estamos analisando algumas cidades", diz Dornbusch.
O plano inicial é implantar uma CKD operação em que as peças chegam prontas e o chassi é montado no local. Posteriormente, dependendo da evolução e dos resultados, a operação pode se transformar em linha de produção. A certeza é que mais de um carro será produzido, mas ainda não existe a definição dos modelos.
Nem mesmo as experiências anteriores fracassadas de marcas como Audi e Mercedez-Benz no Brasil intimidam os planos da BMW. As concorrentes tentaram produzir os automóveis A3, em São José dos Pinhais, no Paraná, e Classe A, em Juiz de Fora (MG), mas os modelos saíram de linha. "O fato de experiências anteriores não terem dado certo não incomoda. Era outro momento e as estratégias eram distintas", ressalta o presidente da BMW.



