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Boataria virtual inventa venda da RPC para Globo

Central Globo de Comunicação desmente notícia atribuída ao G1

A internet foi usada neste feriadão para a disseminação de uma série de notícias inverídicas sobre a venda de veículos da Rede Paranaense de Comunicação (RPC) e do Grupo J. Malucelli para as Organizações Globo. A boataria envolveu alterações anônimas nos verbetes sobre a RPC na enciclopédia virtual Wikipedia e atribuiu as informações ao portal de notícias das Organizações Globo, o G1. Mas a Central Globo de Comunicação desmentiu categoricamente a publicação de qualquer informação a respeito.

O conteúdo do portal passou por uma espécie de auditoria e não foi encontrado resquício de matéria sobre a venda de veículos como as emissoras de tevê da RPC e o jornal Gazeta do Povo. "Isto não existe. Não houve compra alguma", diz a nota distribuída pela Central Globo de Comunicação.

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) também informou não ser verdadeira a notícia sobre a liberação de um novo canal VHF para a emissora de tevê que a Globo estaria comprando. "Não existe projeto ou ação da agência para a mudança de canalização", afirmou a Anatel por meio da assessoria.

Informações sobre a falsa negociação ainda podiam ser acessadas ontem na enciclopédia virtual Wikipedia, cujo conteúdo pode ser alterado por qualquer usuário da internet. Ao todo, 31 verbetes ligados à redes de televisão – principalmente da RPC e das Organizações Globo – foram modificados nos dias 25 e 27, e a identificação numérica (o protocolo de internet ou IP) do autor indica que ele estaria localizado em Curitiba.

O próprio site da enciclopédia faz alertas aos internautas para o fato de que qualquer artigo ou obra pode ser transcrito, modificado e ampliado. "Este artigo possui passagens que não respeitam o princípio da imparcialidade. Tenha cuidado ao ler as informações contidas nele", alerta um dos textos modificados. Apesar disso, os dados adulterados chegaram a servir de base para reportagem publicada ontem no jornal O Estado do Paraná.

Para o especialista em segurança digital Wanderson Castilho, a confiabilidade das informações que circulam na internet é de apenas 50%. "Não se pode considerar como fonte segura uma enciclopédia em que o conteúdo é alterado a partir de um simples cadastro", diz. Para ele, que tem vasta experiência em segurança eletrônica, o boato sobre a RPC foi lançado por alguém do ramo. "Não é qualquer bagre pequeno. É gente que conhece. Não foi brincadeira de criança", conclui.

Um indício de trabalho profissional é o de que a informação teria sido espalhada por meio de mensagens eletrônicas contendo um link que levaria para uma página falsa do portal G1.

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