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Mercado financeiro

Bolsa fecha em queda e zera ganhos no ano. Dólar subiu

No mercado financeiro, analistas e investidores continuam com as atenções divididas entre os dados que vêm do exterior, sobretudo os índices da inflação americana - que poderão balizar o rumo dos juros no país -, e a estréia da seleção brasileira na Copa.

Nesta terça-feira, a Bolsa de Valores de São Paulo fechou em baixa de 2,11%, para 32.847 pontos. Com isso, o Ibovespa registra agora perda de 1,82% por cento no ano, pouco mais de um mês depois de atingir o recorde histórico de 41.979 pontos, quando exibia ganho de mais de 25 %.

O dólar encerrou em alta de 0,35% nesta terça-feira, a R$ 2,298 reais, atento ao receio de juros mais altos nos Estados Unidos, em dia mais curto pela estréia do Brasil na Copa do Mundo.

Dólar

Na avaliação do presidente da Associação dos Analistas e Profissionais de Investimentos do Mercado de Capitais (Apimec), Milton Milioni, a alta do dólar é consequência desta semana curta de junho, marcada também por muita volatilidade.

- Os baixos volumes negociados demonstram isso. Mas um fator determinante é a indústria, que deve ter parado um pouco de atuar, já que negociou muito na semana passada, aproveitando o bom momento para fechar fechar contratos. Acho que a tendência é de valorização da moeda mas não muito acentuada - opina Milioni.

Bovespa

Na bolsa paulistana, a queda vai zerando os ganhos obtidos este ano, pouco mais de um mês depois de atingir um recorde histórico. Nesta segunda-feira, a queda chegou a 4,33% e o recorde foi registrado em 9 de maio, quando o índice atingiu os 41.979 pontos.

No entanto, para analistas como o diretor da corretora Ágora, Álvaro Bandeira, a retração no mercado de ações brasileiro não deve ser motivo para preocupação, já que o momento para comprar boas ações se aproxima.

Para Álvaro Bandeira, os mercados deverão continuar nervosos por conta, principalmente, do que o Fed (banco central americano) pode vir a anunciar, em relação aos juros. Ao contrário de previsões de analistas dando conta de uma alta de 0,50 ponto percentual nos juros, Bandeira acredita que essa elevação poderá não ocorrer.

- Acredito que se o Fed aumentar os juros, irá provocar uma queda do Produto Interno Bruto (PIB) mais forte que o desejável; algo semelhante ao que aconteceu no fim de 2000 e início de 2001, quando o banco errou na dose do aumento de juros e jogou a economia na recessão - lembra.

Nesta terça-feira, o principal motivo para a queda na Bovespa foi a divulgação de dados sobre a inflação americana, que deixou os investidores preocupados. O PPI (Índice de Preços ao Produtor) de maio subiu 0,2%, abaixo das expectativa de 0,4% do mercado. Ainda assim, as bolsas americanas digeriram o impacto e passaram a operar em alta.

No entanto, o núcleo do índice - o Core PPI, que desconsidera cotações de energia e alimentos - avançou 0,3%, ficando acima do esperado pelos analistas, de 0,2%. Em abril, o PPI subira 0,9% e o Core PPI, 0,1%.

Juros

A projeções de juros encerraram a terça-feira sem rumo comum, num pregão mais curto devido à estréia do Brasil na Copa do Mundo. Os investidores acompanharam com atenção dados sobre a inflação nos Estados Unidos, pelo receio de juros maiores naquele país.

O índice de preços no atacado (PPI, na sigla em inglês) subiu menos que o esperado em maio, mas o núcleo ficou levemente acima das projeções.

Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o contrato de depósito interfinanceiro (DI) janeiro 2008, o mais negociado, subiu de 15,88% para 15,98% ao ano. O DI janeiro 2007 recuou levemente, de 14,95% para 14,94%.

O DI agosto 2006 - que embute as expectativas para a reunião do Comitê de Política Monetária de julho - terminou estável, a 15,11%.

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