A Espanha cortará o salário dos funcionários públicos e reduzirá os gastos com investimento na tentativa de garantir aos mercados que conseguirá controlar seu déficit orçamentário e deter o espalhamento da crise de dívida na Europa. O anúncio foi feito ontem e as reações das bolsas pelo mundo foram positivas.
Além de reduzir os salários dos servidores, o governo vai manter as remunerações congeladas até o próximo ano e vai retirar o cheque-maternidade."Nós precisamos fazer um esforço singular, excepcional e extraordinário para reduzir nosso déficit público e nós precisamos fazê-lo agora que a economia está começando a se recuperar", disse o primeiro-ministro espanhol, José Luis Zapatero.
A governo espanhol planeja economizar 15 bilhões de euros em 2010 e 2011 com os cortes anunciados ontem. Os salários do setor público serão reduzidos em 5% em 2010 e congelados em 2011, o que gerou a fúria e reação imediata dos sindicatos, que já bloquearam uma medida do governo de elevar a idade de aposentadoria de 65 para 67. A economia espanhola saiu da recessão no primeiro trimestre com um tímido crescimento de 0,1% na comparação com os últimos três meses de 2009.
Mercados
Com a medida adotada pela Espanha, os mercados em todo o mundo mostraram um pouco mais de otimismo com a situação na Europa. As bolsas europeias refletiram a mudança de ânimo e subiram, a exemplo de Londres (0,92%) e Paris (1,10%), com destaque para Frankfurt (2,41%). Nos EUA, o índice das ações da Bolsa de Nova Iorque, que é uma referência global, avançou 1,38%.
A Bovespa subiu 1,24%, batendo os 65.223 pontos. No mercado de câmbio, o dólar foi vendido por R$ 1,773, queda de 0,56% em relação ao ano anterior.



