Em mais um dia de forte pessimismo global, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) recuou ontem 2,1%, para 32.847 pontos, o patamar mais baixo desde 8 de dezembro de 2005. Isso significa que o desempenho da Bolsa em 2006 ficou negativo. O dólar comercial subiu ontem 0,91%, para R$ 2,311, o maior valor desde 19 de janeiro.
Em um mês, a Bovespa desabou 18,31%, apagando os ganhos do ano, e a moeda norte-americana teve valorização de 7,73% ante o real. O expediente no mercado financeiro foi encerrado mais cedo por causa da estréia do Brasil na Copa do Mundo de futebol. Pela manhã, o dólar chegou a ficar estável, vendido a R$ 2,229, e a Bolsa subiu até 33.582 pontos, mas a tentativa de recuperação não se sustentou depois que o clima ficou negativo também em Nova Iorque.
Os números sobre a inflação nos EUA, divulgados durante a manhã, não ajudaram a diminuir as dúvidas do mercado financeiro acerca dos rumos da economia norte-americana e da sua taxa de juros. O PPI (índice de preços no atacado) ficou em 0,2% em maio, desacelerando de 0,9% registrado no mês anterior. O indicador de maio ficou abaixo das expectativas, que eram de 0,4%, mas o seu núcleo, que exclui preços de alimentos e energia, registrou um aumento de preços de 0,3%, acima da previsão de 0,2%.
Dessa forma, crescem as apostas de que, na sua próxima reunião, que ocorre no dia 29, o Fed (banco central norte-americano) deve voltar a subir os juros, atualmente em 5% ao ano.



