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Mercado financeiro

Bovespa, atrelada a Nova York, fecha em alta de 2,66%. Dólar caiu

Depois de abrir em queda, ficar estável e começar a subir na parte da manhã desta quarta-feira, a Bolsa de Valores de São Paulo sustentou o ritmo de forte alta ao longo da tarde, encerrando o dia com variação de 2,72%, aos 34.547 pontos, e movimento financeiro de R$ 2,268 bilhões.

O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,2300 para compra e R$ 2,2320 para venda, com desvalorização de 0,67%. O risco-país, uma espécie de termômetro do grau de confiança dos investidores na economia brasileira, subiu 0,40%, situando-se nos 254 pontos.

Na avaliação de analistas, a alta na Bolsa de Valores de São Paulo foi conseqüência do bom desempenho dos mercados americanos, que também tiveram uma performance positiva. Apesar disso, a volatilidade vai continuar; sobretudo em função da alta dos juros americanos, que deve ser anunciada na reunião Fed, banco central dos EUA, dentro de uma semana.

- A alta de hoje na Bovespa é aceitável. Os fundamentos da economia brasileira estão muito bons e as falas do Meirelles, ontem e hoje (quarta-feira), também estimularam os negócios. Outro fator positivo, foi a definição da China em relação aos preços do aço, o que beneficou a Vale do Rio Doce - analisou Marcelo Vosso, economista-chefe da Corretora Liqüidez.

- E, além disso tudo, temos as bolsas americanas, às quais a Bovespa se mantém 'colada'. Um patamar de 35 mil pontos para o Ibovespa estaria dentro do normal, portanto, ainda há margem para novas altas - completou Voss.

Para Julio Hegedus Netto, economista-chefe da Lopes Filho e Associados, a expectativa em relação ao percentual de alta dos juros já é quase unanimidade entre investidores e analistas, o que estimula os mercados a operarem positivamente.

- O consenso é de que vai haver um ajuste de 0,25 ponto percentual, restando saber, apenas, se esse será o derradeiro de um ciclo de aperto monetário ou se novos ajustes terão que ser realizados. Até agora foram 17 ajustes - informou.

Varig

Destaque no cenário corporativo desta terça-feira, quando encerraram em alta de 18% no pregão da Ibovespa, as ações preferenciais da Varig despencaram nesta quarta-feira, afetadas pelo número crescente de cancelamento de vôos e do agravamento da situação da empresa. As ações caíram 20,8%, cotadas a R$ 1,71 para venda.

Juros

Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BMeF), as negociações foram influenciadas pelo desempenho positivo das bolsas americanas. Com isso, a maior parte dos contratos registrou queda nas taxas.

O DI para agosto deste ano terminou estável, a 15,08% ao ano. A taxa para outubro de 2006 apontou queda de 0,13%, a 14,90% anuais. Abril de 2007 recuou 0,27%, a 14,87%, enquanto o vencimento do DI de julho de 2007 caiu 0,59%, a 15,06% ao ano. O contrato de janeiro de 2008, o mais negociado, teve taxa de 15,49% anuais, abaixo dos 15,64% no fechamento de terça-feira.

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