A Bolsa de Valores de São Paulo fechou em queda nesta sexta-feira, depois de um dia de muita volatilidade. O Ibovespa recuou 1,18%, aos 36.102 pontos, com giro financeiro de R$ 1,713 bilhão.
O dólar comercial fechou cotado a R$ R$ 2,1830 para venda, em alta de 0,37%. Já o risco-país, termômetro da confiança dos investidores na economia brasileira, fechou estável, nos 243 pontos.
Os dados divulgados nesta sexta-feira sobre a taxa de desemprego e o número oficial de vagas de trabalho em junho, nos Estados Unidos, afetaram negativamente as bolsas americanas, que operam em queda, derrubando também os mercados de países emergentes.
Apesar de os números sinalizarem que a economia dos EUA continua em ritmo de arrefecimento, o temor agora é de essa desaceleração seja maior que a esperada, dando origem a uma estagflação.
A bolsa não sobe porque, apesar dos números positivos sobre o emprego nos EUA, o número de investidores preocupados com o risco de estagflação é maior do que os otimistas. Nessa hora, o mercado torna-se mais vendedor que comprador explica o analista Rodolfo Cavina, sócio da ATM - Assessoria Técnica de Mercado.
Para o economista José Márcio Camargo, da Tendências Consultoria, os dados sobre emprego mostram que a economia dos EUA está em processo de acomodação a um patamar de crescimento mais sustentável.
Segundo ele, "os aumentos de juros já efetuados deverão ser suficientes para evitar maiores pressões inflacionárias no futuro, sugerindo que a parada na alta dos juros está bastante próxima".
No Brasil, a informação de que o índice oficial de inflação do país (IPCA), em junho, foi o menor em quase oito anos, foi bem recebida pelos investidores, ainda que o cenário externo tenha predominado ao longo do dia e pressionado para baixo o Ibovespa.



