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Mercados

Bovespa e Dow Jones batem recordes com notícias sobre a economia americana

“Livro Bege”, divulgado pelo Fed, mostra que crescimento é moderado e preços estão estáveis nos EUA

São Paulo – Os investidores comemoraram mais um dia de recordes nas Bolsas de Valores. Relatório sobre a economia norte-americana favoreceu o bom humor e deu novo fôlego ao mercado financeiro.

A Bovespa registrou valorização de 1,23% e alcançou novo patamar recorde, ao encerrar o pregão em 49.675 pontos. No mês, a alta acumulada pela Bolsa de Valores de São Paulo está em 8,45%. No ano, os ganhos somam 11,7%.

A Bolsa de Nova York rompeu pela primeira vez o patamar dos 13 mil pontos – subiu 1,05% ontem e fechou em 13.089 pontos.

O mercado acionário se animou após conhecer o livro bege, que é uma compilação de dados econômicos feita pelo banco central dos EUA. O livro bege mostrou que a economia atravessa um momento de crescimento relativamente moderado e com preços ao consumidor estáveis.

No documento divulgado ontem, a autoridade monetária nota que "a maioria dos distritos do Federal Reserve notaram expansões somente modestas ou moderadas na atividade econômica desde o informe anterior [de 7 de março]". O mercado fez uma leitura positiva do "Livro Bege", ao comparar com a edição anterior do documento, de março, quando o Fed mencionava somente uma "expansão modesta da atividade econômica".

"O acréscimo do termo 'moderado' pode parecer somente uma sutileza, mas é um dado importante em se tratando do Fed", avalia o economista-chefe do banco Schain, Sílvio Campos Neto.

Ontem, a Bovespa divulgou que o balanço mensal das operações dos estrangeiros, até o dia 20, ficou positivo em R$ 1,286 bilhão. Mesmo sem o mês ter terminado, esse já é o melhor resultado mensal desde novembro de 2006.

Dólar

O dólar comercial foi cotado a R$ 2,021 nos últimos negócios de ontem, em forte queda de 0,73%, apesar das intervenções repetidas do Banco Central no mercado de câmbio. Trata-se do declínio mais acentuado da taxa de câmbio desde 29 de novembro de 2006. A taxa de risco país, medido pelo índice Emb+ (calculado pelo banco JP Morgan), caiu 1,33%, para 148 pontos.

O BC realizou por volta das 12h30 um leilão de swap reverso – de US$ 400 milhões – que tem o efeito de uma compra de dólares no mercado futuro e tende a pressionar as taxas de câmbio. Por volta das 15h30, a autoridade monetária voltou a comprar, com seu habitual leilão de compra de dólares no mercado à vista. A taxa de câmbio oscilou entre a cotação máxima de R$ 2,033 e a mínima de R$ 2,019 ontem.

A autoridade monetária procurou aumentar a imprevisibilidade de suas intervenções no mercado, de forma a criar apreensão entre os participantes. Primeiro deixou de avisar com um dia de antecedência a realização dos leilões de "swap reverso", e na terça avisou que deixaria de ligar para os "dealers" (bancos habilitados a operar com o BC) para notificar sobre a realização dessas operações. Segundo corretores, a nova estratégia teve o efeito limitado de sustentar a taxa de câmbio em torno dos R$ 2,04 por alguns dias.

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