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Mercado financeiro

Bovespa fecha com forte ganho de 5,24%

Petrobras, Vale e bancos puxam alta da bolsa paulista e corretoras já falam em “fim do auge da crise”. Dólar cai para R$ 2,11

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) concluiu os negócios de ontem em forte alta. Investidores voltaram às compras, optando pelos papéis do setor bancário, que voltou ao foco do mercado após a fusão Itaú-Unibanco, anunciada na segunda-feira, e em meio a rumores de novas movimentações entre as instituições financeiras no país. A cena externa também contribuiu para o dia de recuperação: as bolsas norte-americanas ignoraram as más notícias, animadas com a expectativa de um novo ocupante para a Casa Branca.

O Ibovespa, principal índice de ações da bolsa paulista, teve alta de 5,24% e atingiu os 40.254 pontos. O giro financeiro foi de R$ 5,48 bilhões. Entre as ações líderes da Bovespa, a ação preferencial da Petrobras subiu 8,47%, enquanto a ação da Vale teve avanço de 5,47%. Ainda no rol dos papéis preferidos pelos investidores, a ação do Itaú teve alta de 4,83%, enquanto os ativos do Bradesco e do Banco do Brasil valorizaram 3,17% e 15,64%, respectivamente. O papel do banco Nossa Caixa, controlado pelo estado de São Paulo, e sob perspectiva de ser comprado pelo BB, disparou 13,86%. O mercado de câmbio negociou o dólar comercial a R$ 2,112 para venda, em decréscimo de 2,58%, nas últimas operações registradas ontem.

Corretoras de valores começaram a rever suas projeções para o mercado financeiro, passado o que especialistas consideram o auge da crise, no mês passado. Diante da perspectiva de um desaquecimento econômico, as recomendações começaram a preterir papéis de empresas ligadas às commodities (matérias-primas) e indicar ações de empresas voltadas para a economia doméstica. "Decidimos ainda manter certa concentração nos bancos brasileiros, que vêm mostrando solidez diante da fragilidade do setor financeiro norte-americano e ganhando importantes posições nos rankings globais do setor, tanto em ativos como em valor de mercado", afirma a equipe de analistas da corretora Spinelli.

Balanços

Entre as principais notícias do dia, a Aracruz admitiu um prejuízo de US$ 2,13 bilhões devido a suas operações com câmbio no mercado financeiro. Segundo a empresa, foi feito um acordo com os bancos que eram contraparte da companhia em diversas operações desse tipo. O acerto vai eliminar 97% da exposição da empresa aos derivativos. A ação da companhia valorizou-se 8,39% no pregão de ontem.

A Embraer, por sua vez, anunciou na noite de segunda-feira que teve prejuízo de R$ 48,4 milhões no terceiro trimestre de 2008, contra lucro de R$ 306 milhões no mesmo período do ano passado e de R$ 176,3 milhões no segundo trimestre. As perdas com variações cambiais também foram determinantes para o resultado. A ação da fabricante de aviões subiu 3,03% no dia.

Já o banco Itaú, que anunciou a fusão com o Unibanco, confirmou que obteve lucro de R$ 1,848 bilhão no terceiro trimestre deste ano, com quedas de 9,5% sobre o obtido no segundo trimestre e de 23,9% sobre o obtido no terceiro trimestre do ano passado. Os números já haviam sido adiantados no mês passado, em caráter preliminar e não auditado.

O Grupo Pão de Açúcar registrou, no terceiro trimestre, os maiores lucro e geração de caixa de sua história. O lucro líquido de R$ 82,5 milhões entre julho e setembro representou crescimento de 138% em relação ao mesmo período de 2007. Antes de impostos, uma vez que no ano passado o grupo foi beneficiado por uma compensação tributária, o aumento da lucratividade foi de 353%. Já a geração de caixa cresceu 50%.

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