A volatilidade deu o tom dos negócios na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) nesta sexta-feira. Depois de alternar tendências desde a abertura, a bolsa fechou em alta de 0,33%, aos 35.897 pontos. Os negócios somaram R$ 1,743 bilhão, menor volume registrado na semana.
A queda no volume de negócios foi reflexo da redução da participação dos investidores estrangeiros no pregão, segundo Sussumo Assai, da corretora Itaú. As bolsas americanas também tiveram um dia instável.
- Em função do menor volume de recursos externos, a bolsa teve volatilidade e um desempenho mais fraco - disse.
A proximidade da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) não chegou a interferir nos negócios no mercado de ações. Há uma clara divisão de opiniões entre os analistas sobre o tamanho do corte a ser aplicado na taxa básica de juros (Selic). No mercado de ações, a torcida é por uma redução maior, de 0,75 ponto percentual. Com essa expectativa, o mercado tende a se valorizar. No acumulado da semana, o Ibovespa fechou em alta de 1,19%.
Depois de ter sido destaque de alta na véspera, Petrobras PN fechou em baixa de 0,11% e impediu o Ibovespa de ter um desempenho melhor. Entre as baixas do Ibovespa, as maiores foram de Telemig Participações PN (-3,83%) e Sadia PN (-3,71%).
Embraer ON foi a maior alta do Ibovespa, com valorização de 6,22%. A ação disparou em repercussão à notícia de que a empresa teria planos de fazer uma pulverização do seu controle na bolsa, a exemplo do que acontece com Lojas Renner. A Embraer informou que não há estudos sobre reestruturação societária, mas que não há nada definido.



