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Mercado financeiro

Bovespa sobe 4,96%, a maior alta desde maio de 2004

Após seis quedas consecutivas, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) aproveitou o cenário externo favorável e fechou com alta de 4,96%, aos 37.569 pontos. Segundo cálculos da corretora Souza Barros, foi o maior ganho diário da bolsa paulista desde maio de 2004. O dólar comercial, por sua vez, teve a maior queda desde agosto de 2002. A moeda recuou 4,54% e terminou vendida a R$ 2,292.

A divulgação de bons indicadores da economia americana rendeu um dia de bom humor nos mercados de todo o mundo. O Risco Brasil teve queda de 3,91% e, às 17h45m, marcava 270 pontos centesimais (11 a menos do que ontem no mesmo horário). Apesar disso, o risco ainda acumula alta de 23,8% desde o dia 10 de maio, quando o aumento dos juros nos Estados Unidos iniciou um período de turbulências no mercado financeiro mundial. De lá para cá, o dólar subiu 11,26% e o Ibovespa caiu 10,5%.

Nesta quinta-feira, as principais bolsas do mundo fecharam em alta, embaladas pela divulgação do Produto Interno Bruto dos Estados Unidos. Segundo dados oficiais, a economia americana cresceu 5,3% no primeiro trimestre, bem acima da expansão de 1,7% registrada no quarto trimestre de 2005, mas abaixo das previsões dos analistas, que oscilavam entre 5,7% e 5,8%. Os preços seguiram sob controle, com o núcleo do índice de preços de gastos pessoais subindo 2%, ante 2,4% no trimestre anterior.

Analistas alertam, contudo, que o período de volatilidade ainda não acabou, e as dúvidas sobre o futuro da política monetária dos EUA devem continuar pelo menos até a divulgação da ata da última reunião do Fed, no dia 31. Para Jorge Knauer, gerente de câmbio do banco Prosper, a forte alta do dólar seguida de forte queda nesta sessão "é o sintoma de um mercado extremamente volátil e indeciso, um mercado de onde não se pode extrair nenhuma tendência".

- Amanhã terá um número importante também nos EUA, e será certamente um divisor de águas para ver se vai continuar caindo como hoje, ou se volta a subir - ponderou o gerente, referindo-se à divulgação de uma das medidas de inflação favoritas do Fed, embutida nos dados de gastos pessoais (PCE, em inglês).

Juros

O ajuste de outros mercados, após o forte estresse da quarta-feira, estendeu-se aos juros futuros. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), todas as projeções recuaram nesta quinta-feira. O volume de contratos negociados, no entanto, diminuiu. O DI para janeiro de 2007 recuou de 15,64% para 15,30%. O DI para janeiro de 2008, mais procurado pelos investidores e com o maior declínio, saiu de 16,65% para 15,80% ao ano.

O Depósito Interfinanceiro (DI) para junho de 2006, que embute as apostas para a reunião do Comitê de Política Monetária da próxima semana, cedeu de 15,68% no fechamento anterior para 15,66% ao ano. Pesquisa da Reuters mostrou que todas as 20 instituições financeiras consultadas prevêem um corte de 0,50 ponto percentual da Selic neste mês - o que confirmaria uma desaceleração no ritmo de reduções, de 0,75 ponto nas últimas três decisões. Entre as justificativas para o maior conservadorismo estão o cenário externo incerto e a necessidade de avaliar os efeitos sobre a economia do afrouxamento monetário já promovido.

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