Encontre matérias e conteúdos da Gazeta do Povo
Mercado financeiro

Bovespa sobe 7,47%, no quinto dia de alta

Investidores reagiram bem à divulgação do PIB norte-americano, que encolheu menos que o previsto

Mercado brasileiro vive semana de recuperação. | Mauricio Lima/AFP
Mercado brasileiro vive semana de recuperação. (Foto: Mauricio Lima/AFP)

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) ganhou 27,22% nos últimos três dias, anulando as perdas acumuladas desde a semana passada. O mercado financeiro já acumula sete semanas de extrema volatilidade, com poucos indícios de que o pregão vai voltar a ter dias mais regulares no curto prazo.

Ontem, o mercado reagiu bem à divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos, que encolheu 0,3% no terceiro trimestre. Trata-se da primeira retração no nível de atividade econômica do país desde a queda de 1,4% no terceiro trimestre de 2001, quando o país sofreu uma aguda crise. Ainda assim, a retração divulgada ontem foi menor do que a temida por muitos economistas de bancos e corretoras.

O maior componente do PIB dos EUA é o gasto do consumidor, que responde por 70% do indicador. No terceiro trimestre, o gasto do consumidor caiu 3,1%, de uma expansão de 1,2% registrada no segundo trimestre. A queda foi a mais acentuada desde o declínio de 8,6%, no segundo trimestre de 1980.

A bolsa brasileira abriu com forte alta e se manteve nesse ritmo por toda a jornada: o índice Ibovespa subiu 7,47% no fechamento e alcançou os 37.448 pontos. O giro financeiro foi de R$ 5,25 bilhões. As ações líderes da bolsa, Vale e Petrobras, valorizaram 6,77% e 7,23%, respectivamente. Os dois papéis respondem por mais de 30% do volume total dos negócios.

Para Mário Paiva, analista da corretora Liquidez, há indícios de que a volatilidade do mercado financeiro começa a diminuir. "Gradualmente, o mercado vai ter que se adaptar a essa nova realidade, uma realidade de acesso mais restrito à crédito, uma realidade de atividade econômica menor", avalia. O que não significa, salienta, que a crise está no "início do fim". "Eu tenho 25 anos de mercado e nunca vi uma crise dessas antes. Quem disser que sabe quando vai acabar provavelmente está mentindo", diz ele.

Dólar

A taxa de câmbio recuou pelo quarto dia nas operações de ontem. Nos últimos negócios, o dólar comercial foi vendido por R$ 2,105, o que representa um declínio de 1,77% sobre a cotação da véspera.

No início da tarde, o BC promoveu três leilões de venda com compromisso de recompra. As intervenções no mercado de câmbio para segurar o dólar já somaram US$ 32,8 bilhões entre os dias 19 de setembro e 28 de outubro.

Principais Manchetes

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.