A BM&F Bovespa anunciou nesta terça-feira (19) que fechou o quarto trimestre de 2012 com lucro líquido contábil de R$ 217,2 milhões, crescimento de 13,7% ante o mesmo período do ano anterior. O valor ficou abaixo da previsão média de cinco analistas consultados pela agência de notícias Reuters, que apontava um lucro de R$ 255,6 milhões. A média das projeções de Credit Suisse, Deutsche Bank, Itaú BBA e UBS, segundo o jornal "Valor Econômico", apontava para um resultado de R$ 278 milhões.
A queda sazonal no volume de negócios fez a companhia ter piora em vários dos principais indicadores operacionais do terceiro para o quarto trimestre, a despeito da melhora no comparativo anual.Assim, a receita líquida de outubro a dezembro, de R$ 499,2 milhões, cresceu 5,9% ante o quarto trimestre de 2011, mas recuou 4,3% ante o terceiro de 2012.Da mesma forma, o resultado operacional evoluiu 35,4% contra 2011, para R$ 243,1 milhões, mas recuou 29,9% contra julho, agosto e setembro do mesmo ano.
As despesas de R$ 256 milhões caíram 12,2% na comparação anual, mas subiram 46,5% na comparação com o trimestre anterior. Segundo a única Bolsa de Valores brasileira, a companhia teve despesas não recorrentes no fim do ano passado, em meio a provisões para benefícios a empregados.
A empresa reafirmou seu orçamento de despesas ajustadas entre R$ 560 milhões e R$ 580 milhões para este ano e de investimento entre R$ 260 milhões e R$ 290 milhões para 2013 e de R$ 170 milhões a R$ 200 milhões para 2014.
Ebtida
A BM&F Bovespa deixou de publicar o Ebitda -sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização- neste balanço.Procurada, a companhia informou que tomou a decisão após a entrada em vigor da norma da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) sobre a publicação do indicador, que não é uma medida contábil. Segundo a Bolsa, "o resultado operacional traduz melhor o desempenho da companhia".
Acumulado
No acumulado de 2012, o resultado da Bolsa brasileira somou R$ 1,074 bilhão, aumento de 2,5% sobre o ano anterior.O resultado ajustado da BM&F Bovespa, que não considera a equivalência patrimonial e outros itens sem efeito no caixa -como a amortização do ágio na fusão entre as Bolsas-, foi de R$ 1,612 bilhão no ano passado, crescimento de 4,3% ante 2011.



