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O Banco de Brasília (BRB) deu posse à advogada Hellen Falcão de Carvalho como diretora jurídica da instituição nesta segunda-feira (23). Ela substitui Jacques Veloso, que renunciou em fevereiro de 2026 sob a alegação de motivos pessoais. A movimentação foi comunicada ao mercado por meio de um fato relevante. Ela já havia sido aprovada pelo Conselho de Administração do banco e pelo Banco Central (BC).
"O BRB deseja sucesso à nova diretora jurídica em sua gestão e reafirma que sua posse contribui para o fortalecimento da governança corporativa, da segurança jurídica e do alinhamento institucional às melhores práticas do mercado", diz o comunicado.
Hellen já atuou como assessora na Presidência da Caixa Econômica Federal e como consultora na cúpula do próprio BRB. No Executivo distrital, atuou como assessora jurídico-legislativa na Secretaria de Saúde. A advogada possui mestrado em administração pública e cursos de especialização relacionados a finanças públicas, incluindo a passagem pela Universidade de Cambridge.
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A chegada de Hellen ao jurídico do BRB ocorre no momento em que o Judiciário distrital tem lidado com uma ofensiva da oposição em torno da nova lei de socorro à estatal. Ela assume logo após o juiz Carlos Frederico Marojá, da Vara de Meio Ambiente, Desenvolvimento Urbano e Fundiário do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), proibir o governo do Distrito Federal de utilizar uma área da Serrinha do Paranoá em operações de investimento.
Mas também há vitórias do governo. Na última terça-feira (17), o desembargador Roberval Casemiro Belinati derrubou uma liminar concedida pelo juiz Daniel Eduardo Branco Carnacchioni em uma ação movida por parlamentares do PSB. O entendimento foi de que as medidas em favor da estatal representam "relevante interesse público primário" e que suspendê-las pode causar risco à "ordem administrativa e econômica".
A polêmica em torno do BRB envolve suas relações com o banco Master. Cerca de R$ 21,9 bilhões de ativos da empresa de Daniel Vorcaro estão nas mãos do presidente da estatal, Nelson Souza. Ele, porém, diz que é necessário separar "osso e carne", e deve aguardar uma estabilização da confiança dos investidores para vender a parte dos ativos que escapou da fraude.








