Encontre matérias e conteúdos da Gazeta do Povo
Novo governo

Amoêdo diz que fim do processo de privatização do Correios seria um atraso

novo - amoedo
“Não tenho dúvida nenhuma que é uma solução (a privatização dos Correios). Não vejo nenhum motivo pelo qual o governo deva fazer a gestão de empresas”, declarou Amoêdo. (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

Ouça este conteúdo

O empresário João Amoêdo, ex-presidente do Partido Novo e ex-candidato à Presidência da República pela sigla, afirmou que a não privatização dos Correios seria um atraso. A declaração foi feita na sexta-feira (19), durante entrevista para a CNN Brasil, após o ex-ministro Paulo Bernardo, da equipe de transição de governo na área de comunicações, anunciar que o grupo vai propor o fim do processo de privatização dos Correios.

“Não tenho dúvida nenhuma que é uma solução (a privatização dos Correios). Não vejo nenhum motivo pelo qual o governo deva fazer a gestão de empresas, tanto do ponto de vista do governo como acionista. Do ponto de vista do trabalhador e do consumidor eu só vejo fatos positivos. Até voltando ao que tem sido o discurso muito forte, e é importante, é a questão da responsabilidade social do governo”, afirmou.

“Do ponto de vista do funcionário, eu entendo que em uma empresa privada ele tem muito mais chances de crescer. (...) E do ponto de vista do consumidor, nós sabemos que a iniciativa privada, que necessariamente precisa gerar lucro para sobreviver, ela tem interesse em produzir um bom produto e entregar um bom serviço” declarou. “Eu não consigo entender, não consigo avaliar, nenhum motivo pelo qual a gente deveria não privatizar os Correios. (...) Eu lamento que o governo (eleito) esteja pensando em reverter algo que seria bom para o país (...) Acho que é um atraso a gente não privatizar os Correios”, concluiu.

Em outubro a Comissão de Ética Partidária (CEP) do Partido Novo suspendeu liminarmente a filiação de João Amoêdo por “possíveis violações estatutárias”. Um processo disciplinar foi aberto contra o empresário após ele declarar voto em Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições 2022.

Você pode se interessar

Principais Manchetes

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.