• 20/10/2020 15:07
Monopólio online

EUA: Departamento de Justiça confirma ação antitruste contra Google

  • 20/10/2020 15:07
    • Estadão Conteúdo
    Ação antitruste contra Google
    Governo norte-americano prepara ação contra o Google em maior processo antitruste em décadas.| Foto: AFP

    O Departamento de Justiça (DoJ) dos Estados Unidos confirmou nesta terça-feira (20) a abertura de uma ação antitruste contra o Google, acusado de adotar práticas ilegais para manter o monopólio dos mecanismos de busca no país. O processo foi protocolado na Corte Distrital de Washington D.C.

    O caso marca o maior desafio legal dos EUA contra uma companhia dominante do setor de tecnologia em duas décadas, e tem potencial de abalar o Vale do Silício. Em comunicado, o órgão alega que a gigante de tecnologia responde por quase 90% das pesquisas online nos EUA e exerce condutas anticompetitivas para garantir o controle do mercado. Entre as alegações, o DoJ cita a proibição de que usuários do sistema operacional Android deletem o aplicativo de buscas de seus aparelhos, além de parcerias firmadas com a Apple para que a plataforma tenha exclusividade no navegador Safari.

    Para o Departamento, as ações do Google têm afeito prejudicial sobre a concorrência e consumidores, reduzem a qualidade no setor e forçam anunciantes a pagarem mais do que o necessário. "Esse processo atinge o cerne do controle do Google sobre a internet para milhões de consumidores, anunciantes, pequenas empresas e empresários americanos em dívida com um monopolista ilegal", declarou o procurador-geral, William Barr.

    Falhas na ação

    A Alphabet, controladora do Google, chamou de "profundamente falha" a ação antitruste aberta pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos contra a gigante da tecnologia. Em nota publicada pelo Google, o diretor jurídico, Kent Walker, rejeitou categoricamente as alegações do governo norte-americano e afirmou que a reclamação apresentada pelo DoJ se baseia em argumentos dúbios. "As pessoas usam o Google porque escolhem - não porque são forçadas ou não encontram alternativas", afirmou a companhia.

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