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Âncora fiscal

Não foi minha a ideia de mexer no teto de gastos, diz Guedes

Guedes diz que é "a favor do teto" e que não partiu dele a ideia de mexer na principal âncora fiscal do país. (Foto: Washington Costa/Ministério da Economia)

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O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta quinta-feira (11) que não partiu de sua equipe o plano de mexer no teto de gastos - principal âncora fiscal do país. Guedes também afirmou que cedeu à ideia de um programa social temporário - o Auxílio Brasil - após sofrer pressões políticas. A declaração foi dada durante sua participação na conferência Itaú Macro Vision, realizada pelo Itaú Unibanco.

"Eu estou lutando pelo teto. Não foi minha a criação dessa ampliação de teto", disse. "A ala política pressionou por um programa de R$ 600. O presidente decidiu por um valor de R$ 400. Fomos empurrados para um programa transitório".

Sem perspectivas de que a Reforma do IR - programada para ser uma das fontes de recurso do Auxílio Brasil - avance no Senado, o governo passou a contar com a aprovação da PEC dos precatórios para bancar o novo programa. Já aprovada em dois turnos na Câmara, a proposta está em análise no Senado.

Ainda durante o evento, Guedes afirmou que o governo está "esperançoso" com relação à aprovação da PEC e criticou análises "apaixonadas" de quem considera a proposta um "calote". Para o ministro, se o projeto for aprovado, "não haverá mais susto com precatórios da União". O montante de dívidas dessa natureza a ser pago em 2022, R$ 89,1 bilhões, caiu como um "meteoro" no colo do governo, disse Guedes.

"A primeira grande vantagem é que [a PEC] torna Orçamento exequível. A segunda grande vantagem, mais importante ainda, é que isso se estende para todo futuro previsível, ou seja, não vai haver mais sustos nos precatórios", disse.

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