
O Buscapé inaugurou ontem, em Curitiba, a primeira unidade do grupo na Região Sul. O escritório vai concentrar as operações de três empresas de internet adquiridas recentemente pela companhia FControl, eBehavior e Navegg. O objetivo também é buscar novos clientes e melhorar o relacionamento com as lojas varejistas que atuam no comércio on-line. Hoje, boa parte do faturamento do Buscapé vem do serviço prestado a esses estabelecimentos, na área de segurança de pagamentos digitais e "targeting" on-line de consumidores. Além disso, o Buscapé possui 60 mil empresas listadas no site de comparação de preços, o produto original do grupo.
O escritório conta com 30 funcionários e o objetivo é dobrar o número de colaboradores em um ano. "O mercado de São Paulo e Rio de Janeiro já está relativamente saturado. Com as aquisições recentes que fizemos em Curitiba, o caminho natural era abrir um escritório aqui", diz Rodrigo Borges, cofundador do Buscapé. Ele também cita a boa oferta de mão de obra especializada na cidade como um atrativo para a abertura da unidade. "Acho que não é à toa que três das empresas compradas são daqui", afirma.
A eBehavior, comprada em outubro de 2010, e a Navegg, em fevereiro passado, atuam na área de inteligência para e-commerce. A primeira é especializada em melhorar o processo pelo qual os sites recomendam produtos a seus consumidores. A segunda é focada em "targeting" on-line, fazendo a análise do comportamento de navegação dos usuários.
Conversão
Segundo Pedro Guasti, vice-presidente de Inteligência Empresarial do grupo, a taxa de conversão de vendas o número de visitantes de um site que realizam uma compra no varejo on-line brasileiro gira em torno de 1,5% a 2%. Com o serviço prestado, o Buscapé promete aumentar em até 25% as vendas. Para isso, usa os serviços prestados pela Navegg e a eBehavior, como a segmentação da audiência e a personalização da publicidade. "O mercado é muito competitivo e as empresas que tiverem as melhores informações sobre o comportamento do consumidor tendem a ser aquelas que vão sobreviver", afirma Guasti. De acordo com ele, o Paraná responde hoje por 5 % a 6% dos consumidores do comércio feito pela web no país.
A outra empresa que tem operação em Curitiba é FControl, que atua na área de segurança de pagamentos. A companhia busca reduzir o risco de calote para os lojistas. No caso de fraude nas compras de cartão de crédito, a legislação brasileira coloca o ônus na loja que comercializou o produto, e não nas administradoras de cartões. Quando uma compra não é reconhecida pelo titular de um cartão, por exemplo, as administradoras não creditam o valor para a empresa que comercializou o produto. No jargão do mercado, a taxa não repassada é chamada de "chargeback". "Hoje temos uma taxa de chargeback menor do que 0,5%", afirma Marcos Cavagnoli, vice-presidente de Financial Services para a América Latina do grupo.



