
A temporada de caça aos jovens talentos começou. Mais de 35 grandes empresas e multinacionais estão com processos de recrutamento de trainees abertos em todo o Brasil. Os concorridos processos de seleção são boas oportunidades para um início de carreira com alta remuneração e boas chances de ascensão rápida. Para se ter uma ideia, o salário de entrada varia entre R$ 3 mil e R$ 7,5 mil nos dois primeiros anos e os jovens profissionais podem assumir cargos de gerência em poucos anos.
Somente para os próximos dois meses processos de seleção por todo o país serão abertos para escolher mais de 500 trainees. No entanto, o recrutamento costuma ser bastante concorrido, por isso é preciso estar bem preparado e consciente de que tem o perfil para disputar essas vagas.
"O trainee é um investimento que a empresa faz para escolher lideranças. Ele só tem validade para o currículo do profissional se ele completa todo esse ciclo", alerta César Rego, líder da Hays em Curitiba, empresa de recrutamento de executivos. Ele explica que os jovens entram com prestígio e boas remunerações nas empresas, mas têm seu trabalho exposto à alta gerência e são cobrados por resultados frequentemente. "É preciso ter empatia com a empresa para não correr o risco de desistir do programa antes do seu fim", afirma. Ele explica que não completar o ciclo como trainee pode ser visto como um sinal de pouco comprometimento nas experiências profissionais futuras.
As formações mais procuradas pelas empresas são em administração e engenharias, no entanto, nesse tipo de processo, o perfil do candidato acaba sendo o fator mais determinante. "Formação, idiomas, experiências no exterior são importantes, mas são apenas critérios de desempate entre os jovens candidatos. O que as empresas buscam é um perfil alinhado com a sua filosofia de trabalho", explica Rego.
Rápida ascensão
Este tipo de experiência, apesar da cobrança por resultados e da alta competitividade, é bastante útil para quem planeja assumir altos cargos ainda jovem. "O objetivo de um programa de trainee é identificar e formar lideranças para o futuro da empresa", afirma o executivo da Hays.
Trajano Rocha, que entrou na América Latina Logística (ALL) como trainee em 2008, conta que a experiência foi fundamental para que hoje gerencie uma área nova na multinacional, de capital empregado e novos projetos. "Você tem uma grande responsabilidade, mas também uma imensa visibilidade", relembra. Ele também conta que a prática tradicional de os jovens "rodarem" por diversas áreas da empresa dão condições para que no futuro assumam cargos de gestão. "O trainee passa a ter uma visão geral do processo que outros profissionais não têm", completa.



