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Estado de alerta

Caminhoneiros aguardam medidas do governo, mas mantêm previsão de greve

Ministro dos Transportes disse que governo irá endurecer fiscalização do frete. Categoria avaliará normas antes de possível paralisação.
Ministro dos Transportes disse que governo irá endurecer fiscalização do frete. Categoria avaliará normas antes de possível paralisação. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

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Lideranças que representam os caminhoneiros em todo o país se reuniram nesta quarta-feira (18) e decidiram aguardar a publicação das medidas anunciadas pelo ministro dos Transportes, Renan Filho, antes de decidir sobre a greve que o governo federal tenta evitar. Mesmo assim, a categoria segue com mobilizações agendadas para caso as medidas atrasem ou sejam insatisfatórias.

"Nós vamos aguardar ser publicado no Diário Oficial para saber de que forma eles vão fazer o travamento eletrônico, se é via MP (medida provisória) ou como vai ser feito. Então, a partir de amanhã, a gente passa para vocês se atendeu o segmento ou não. Mas estamos em estado de paralisação", anunciou o presidente da Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim, conhecido como Chorão.

Representantes da categoria em Itajaí (SC) vinculados à Associação Nacional dos Transportadores Autônomos de Carga (ANTC) mantiveram uma mobilização prevista para as 8h no Porto de Itajaí. A entidade pede que, à partir das 12h, os caminhoneiros "não carreguem seus caminhões e não aceitem fretes das transportadoras".

Na coletiva a que Chorão se referiu, Renan Filho disse que haverá fiscalização eletrônica em todos os fretes do país. As empresas que insistirem em pagar menos do que o mínimo exigido poderão ser proibidas de contratar os motoristas. Mesmo com o anúncio, o Diário Oficial da União (DOU) desta quinta-feira (19) não trouxe novidades.

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Paralisação ocorrida durante o governo de Michel Temer levou a bloqueio de vias e crise de desabastecimento. Paralisação ocorrida durante o governo de Michel Temer levou a bloqueio de vias e crise de desabastecimento. (Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil)

O presidente Lula (PT) busca evitar que se repita, em pleno ano eleitoral, o cenário vivido pelo país em 2018, com a greve dos caminhoneiros que gerou uma crise de desabastecimento e levou à instituição do piso nacional do frete. Naquele ano, sucessivos aumentos no diesel levaram a categoria a cruzar os braços por pelo menos 10 dias.

Agora, porém, a alta tem causa bem definida: o fechamento do Estreito de Ormuz, em razão da guerra entre Irã e Estados Unidos. O local é uma rota de escoamento importante, por onde passam cerca de 20% da produção mundial de petróleo.

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Petrobras aderiu a subvenção, mas subiu diesel logo em seguida

Presidente da estatal, Magda Chambriard justificou reajuste dizendo que preço subiria mais sem medidas do governo federal.Presidente da estatal, Magda Chambriard justificou reajuste dizendo que preço subiria mais sem medidas do governo federal. (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

Logo que o conflito começou a ameaçar o cenário econômico no ano do pleito, Lula zerou PIS e Cofins dos combustíveis, além de anunciar uma subvenção: o governo gastará até R$ 10 bilhões com o programa que pagará a produtoras e importadoras para que não sigam a tendência de elevar preços.

A Petrobras aderiu ao programa, mas no mesmo dia anunciou um reajuste de R$ 0,38 por litro. A presidente da estatal, Magda Chambriard, se justificou dizendo que, sem a subvenção, a alta seria de R$ 0,70.

De acordo com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o valor médio nas bombas subiu de R$ 6,10 para R$ 6,58 após o aumento da Petrobras.

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