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Vitória de Flávio ajuda estrangeiros a injetarem R$ 13,1 bilhões na Bolsa

Capital estrangeiro impulsiona a alta da bolsa brasileira em ilustração de colagem
Ilustração sobre o ingresso de capital estrangeiro na B3, que injetou R$ 13,1 bilhões na primeira semana de outubro e destravou o rali da bolsa brasileira. O edifício retrata a sede histórica da bolsa, na Praça Antônio Prado, em São Paulo. (Foto: Imagem gerada por GPT Image 2.5 Sunburst/Gazeta do Pvo)

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O capital estrangeiro injetou R$ 13,1 bilhões líquidos na B3 na primeira semana de outubro, elevando o saldo acumulado no ano para R$ 40,5 bilhões. O auge ocorreu no dia 5, após a vitória de Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno das eleições presidenciais.  Foi o dia da maior entrada diária de capital estrangeiro já registrada na história da bolsa brasileira, segundo dados do Itaú BBA. O movimento levou o Ibovespa a subir 8,8% em cinco pregões.

A disparada de outubro foi liderada pelas ações mais sensíveis às oscilações do mercado e por papéis que concentravam o maior volume de apostas de queda — sinal de compras para reverter essas apostas e de busca por ativos baratos.

Nas quatro semanas anteriores, analistas revisaram as projeções do lucro líquido das empresas para cima, acreditando em uma alta de 2,4%. Os dados foram puxados pelos segmentos de saúde (+10,9%) e petróleo, gás e petroquímica (+8,6%).

O segmento financeiro assumiu a liderança entre os setores beneficiados pelo fluxo de capital estrangeiro. Bancos e instituições financeiras responderam por 36,5% de toda a variação positiva do Ibovespa no mês, ressaltam analistas do Itaú BBA. O setor de utilidade pública veio em segundo, com 22,6% da variação do índice e setor de Petróleo, Gás e Petroquímica também absorveu volume expressivo de compras, respondendo por 17,6% do avanço do Ibovespa. 

O rali tem sustentação?

O forte ingresso externo elevou a liquidez da B3, com a alta puxada por poucas sessões de fluxo intenso — o que torna a liquidez externa mais volátil daqui para a frente. Em contrapartida, os fundos locais ativos de ações e os multimercados tiveram saídas líquidas de R$ 200 milhões e R$ 2 bilhões no mês. 

Analistas do Itau BBA apontam que sustentabilidade da trajetória dependerá da continuidade das revisões de lucros que ajudaram a puxar o rali e da consolidação do apetite por risco em mercados emergentes. Para o investidor, o recado é de cautela: a mesma liquidez que destravou a alta em poucos pregões pode acelerar a saída quando as condições globais se inverterem.

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