Curitiba O reajuste dos combustíveis e dos automóveis novos e usados puxou para cima a inflação de Curitiba. Em julho, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) das famílias que recebem até 40 salários mínimos registrou alta de 0,74%, depois de ter apresentado deflação de 0,82% em junho. Somente o álcool e a gasolina foram responsáveis pela metade do índice inflacionário de julho. De acordo com pesquisa divulgada ontem pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), nos primeiros sete meses do ano, o IPC de Curitiba acumulou alta de 2,65%, o menor índice desde 1999, quando este índice começou a ser calculado.
Dos oito grupos pesquisados pelo Ipardes, apenas dois apresentaram variação negativa em julho: alimentos e bebidas (-0,86%) e vestuário (-0,01%). A maior alta ficou com o grupo transporte e comunicação, cujos produtos e serviços subiram 2,12%, contrariando o comportamento apresentado no mês anterior, quando houve deflação de 1,84%. Os itens de maior contribuição neste grupo foram a gasolina (7,14%); álcool combustível (12,73%), automóvel de passeio e utilitário usado (1,93%), automóvel de passeio importado zero quilômetro (6,94%); passagem de avião (12,06%); conserto de veículos (1,86%); automóvel de passeio nacional zero (0,62%). Houve queda de 5,38% para tarifa de ônibus urbano, que passou de R$ 1,90 para R$ 1,80.
A maior queda ficou com o grupo alimentos e bebidas (-0,86%), com destaque para batata-inglesa (-31,01%), leite pasteurizado (-1,83%), banana (-15,08%), frango inteiro resfriado (-3,97%) e ovo de galinha (-6,12%). Já no grupo vestuário, que subiu 0,01%, as maiores altas foram verificadas em agasalho infantil (-12,06%); vestido para adulto (13,34%); camiseta masculina (-9,16%); agasalho feminino (-7,74%) e agasalho masculino (-6,43%).
O grupo habitação apresentou variação positiva de 0,66%, pressionado pelo residual do aumento da tarifa de energia elétrica e aluguel de moradia. Saúde e cuidados pessoais subiram 1,46%, diante das altas nos preços de medicamentos (3,7%) e planos de saúde (1,37%). Para agosto, o economista do Ipardes, Gino Schlesinger, estima que o IPC de Curitiba deva ficar em 0,4% em função dos residuais dos aumentos das tarifas de telefone e energia elétrica.



