A queda das bolsas internacionais e das commodities, combinada à reação negativa a resultados abaixo das expectativas de companhias domésticas, levaram a Bovespa à quarta queda seguida nesta sexta-feira.
O Ibovespa chegou a testar o piso dos 70 mil pontos, mas recuperou-se parcialmente antes de fechar em baixa de 1,16 por cento, aos 70.367 pontos. O giro financeiro da sessão antes do final de semana prolongado foi de 6,16 bilhões de reais.
Em quatro sessões, o índice caiu 3,15 por cento.
O temor de que a China adote medidas de aperto monetário, após vários dados mostrando inflação em alta e manutenção da forte atividade econômica, provocou perdas pesadas das matérias-primas, já que o país asiático é um dos maiores importadores mundiais desses produtos.
Nessa toada, o índice Reuters-Jefferies de matérias-primas caiu 3,5 por cento, a maior queda em quase 19 meses,
'O mercado andou muito mal com essa perspectiva, especialmente porque os preços dos ativos estavam esticados nas últimas semanas', disse Newton Rosa, economista-chefe da SulAmerica Investimentos.
A Vale viu sua ação preferencial murchar 1,76 por cento, a 49,11 reais, puxando atrás de si todo o setor siderúrgico. A preferencial da Usiminas amargou queda de 1,69 por cento, a 22,17 reais.
E, na ausência de um compromisso firme do G20 para conter as distorções mundiais no câmbio, os investidores voltaram a se debruçar sobre a questão das cluadicantes dívidas soberanas de países da zona do euro, em meio a rumores de que a Irlanda está negociando um pacote de ajuda da União Europeia.
No plano doméstico, o grande peso foi a blue chip Petrobras, que reportou lucro menor que o esperado pelo mercado no terceiro trimestre. Assim, sua ação preferencial tombou 3,26 por cento, a 25,85 reais.
Cyrela, outra que desagradou o mercado com seus resultados trimestrais, declinou 1,18 por cento, a 20,91 reais. O setor imobiliário, aliás, foi um dos que mais pesaram no Ibovespa. Gafisa, a pior do dia, retrocedeu 3,8 por cento, a 13,18 reais.



