Seu app Gazeta do Povo está desatualizado.

ATUALIZAR

Caro usuário, por favor clique aqui e refaça seu login para aproveitar uma navegação ainda melhor em nosso portal. FECHAR
PUBLICIDADE

Novo consumidor

Classes C e D aumentam participação no turismo

O gasto dos viajantes que ganham de um a quatro salários mínimos aumentou 277,3% na última década e garantiu um crescimento muito acima do registrado pela economia brasileira

  • Gabriel Azevedo
Marilda: a primeira viagem de avião foi em 2012 |
Marilda: a primeira viagem de avião foi em 2012
 
0 COMENTE! [0]
TOPO

Famílias da nova classe média, com rendimento mensal entre R$ 622 e R$ 4.561, quase quadruplicaram os gastos com turismo nos últimos dez anos. Apenas no primeiro semestre deste ano, foram R$ 16,6 bilhões, contra R$ 4,4 bilhões em 2002, de acordo com dados do Data Popular e do Ministério do Turismo (MTur).

Com o turismo na cesta de consumo das classes C e D, a faixa emergente da população é responsável por quase um terço dos R$ 127 bilhões gerados pelo setor em 2011, na compra de passagens aéreas, hospedagem, gastronomia e serviços turísticos.

INFOGRÁFICO: Confira o perfil do novo consumidor

O movimento para a entrada do novo consumidor no mercado de viagens e turismo foi simultâneo: ao mesmo tempo em que viu o poder aquisitivo da população crescer, com mais emprego e renda, o mercado identificou o potencial da clientela e aproveitou a estabilização do dólar para baixar os preços e facilitar pagamentos no cartão de crédito ou nos carnês.

Segredo do sucesso

Carnês aéreos, inclusive, foram o segredo do sucesso da empresa paulistana Vai Voando. Criada há dois anos por Thomas Rabe, a empresa vende passagens aéreas em até 12 vezes por meio de boleto bancário, o famoso carnê. Desde que abriu, a Vai Voando comercializou mais de 35 mil bilhetes em 88 lojas e revendedoras nas periferias de São Paulo e Rio de Janeiro.

De acordo com Rabe, o cliente paga o carnê e só viaja quando a dívida estiver quitada. Como não há risco de inadimplência, a empresa não consulta os serviços de proteção ao crédito e não solicita comprovação de renda. “É um mercado que não possuí cartão de crédito e não se sente a vontade de procurar uma agência de viagens. Mesmo assim, ela tem saudades dos familiares que deixou em outras partes do Brasil”, afirma.

Novas ideias e estratégias de marketing surgiram com o fortalecimento desta nova classe. Empresas aéreas e agências de viagens apostam no preço baixo para atrair público e em lugares inusitados para fazer publicidade. Em dezembro do ano passado, a CVC, maior operadora do país, abriu uma agência numa estação de metrô em São Paulo. A manicure Marilda Oliveira Prado, de 45 anos, e o marido, o eletricista Paulo Roberto Prado, de 48, fizeram a primeira grande viagem neste ano. Em janeiro, os dois foram comemorar os 25 anos de casamento em Fortaleza. “Foi um pacote da CVC, que compramos em 10 vezes. Foi a primeira vez que voamos de avião. Foi muito bom. Fizemos passeios, ficamos em um hotel perto da praia”, conta.

Marilda revela que a viagem só foi possível por causa do parcelamento. “Assim foi mais fácil planejar e pagar o pacote”, diz. Satisfeita com a experiência, a manicure revela que o casal já planeja uma nova viagem. “Estamos entre Natal e Porto Seguro, ainda não decidimos, mas vamos viajar”. Até então, o casal e os filhos só tinham conhecido o litoral do Paraná.

o que você achou?

deixe sua opinião

PUBLICIDADE

mais lidas de Economia

PUBLICIDADE