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Não são de hoje os boatos de que o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, vai cair. Ele tem a antipatia das alas lulianas do PT, passou por constrangimento em uma queda de braço com seu colega do Planejamento, Nelson Barbosa, e em vários momentos pareceu não ter o apoio da presidente Dilma Rousseff. Levy, que já era um estranho no ninho no início do governo, está à beira de ser o estranho culpado pelas mazelas da economia.

INFOGRÁFICO: Acompanhe o aumento da inadimplência das famílias

Por trás dessa pressão para a saída de Levy está o fato de que o tempo da política nunca ficou tão distante do tempo da economia. No fim do ano passado, já estava claro que o país precisava passar por um ajuste fiscal forte, doloroso e rápido. Era o caminho para desatar os nós de anos de subsídios, pedaladas e afins. O Estado deixou de caber no PIB, com todos os efeitos conhecidos: dívida crescente, inflação alta, recessão. O diagnóstico continua o mesmo (apesar de uma ou outra tese heterodoxa que apareceram nos últimos tempos), mas com agravantes. O tempo da inércia política deixou a economia em situação pior.

Quase tudo que foi proposto há um mês como ajuste para o próximo ano não deve sair do papel. Hoje ninguém arrisca quando, ou se, a CPMF será aprovada. Reformas mais densas, então, nem pensar. E continua a resistência a cortes mais profundos no gasto (“na carne”, dizem). O trabalho da Fazenda se tornou refém de uma disputa pela sobrevivência política que fez de Brasília um universo paralelo.

O país continua carregando as contas assumidas nos últimos quatro anos, como os bilionários subsídios ao crédito do BNDES e crédito agrícola, que estão desandando em uma nova investigação de pedalada fiscal. Os gastos continuam não cabendo na receita. E não existe mais um fiador para garantir que será feita a coisa certa. Sim, existe a coisa certa a fazer, mas o mundo político não dá a mínima.

em alta

Klabin

A fabricante de papel Klabin acaba de obter uma linha de R$ 1 bilhão do BNDES, importante para a reta final de seu projeto de expansão no Paraná. Neste ano, suas ações praticamente dobraram de valor na Bolsa.

em baixa

Jabutis

Uma decisão do STF veda a inclusão de “jabutis” nas votações de medidas provisórias no Congresso. O expediente era o preferido por lobbies para conseguir benefícios do governo sem precisar de um projeto de lei próprio.

Igualdade

Um estudo da consultoria McKinsey calculou os efeitos econômicos se houvesse um avanço na igualdade entre homens e mulheres no mercado de trabalho. O resultado surpreende: seriam adicionados US$ 12 trilhões ao PIB global. No Brasil, o melhor cenário, com as mulheres ocupando uma parcela do mercado de trabalho proporcional à população e com o aproveitamento máximo de seu potencial, o PIB teria um aumento de 30%.

Link

A empresa de rastreamento de veículos Link Monitoramento deve fechar o ano com um crescimento de 20% no faturamento e a inclusão de seis novos franqueados em sua rede. Um deles fica no Nordeste, região que virou prioridade para o crescimento da companhia. Já são sete franqueados na região e a intenção é aumentar a rede a partir da participação na Feira ABF Nordeste, no início de novembro.

PR Banco

O Paraná Banco anunciou mais um programa de recompra de ações, desta vez para adquirir até 2,7 milhões de papéis que estão nas mãos de investidores. É o segundo programa do ano – o primeiro, lançado em março, levou à compra de 2,1 milhões de ações, canceladas pela companhia. Programas como esse são comuns em momentos de volatilidade do mercado, quando muitas empresas veem que o valor das ações não reflete sua rentabilidade.

Paraná

Um estudo do Santander sobre o desempenho das economias dos estados projeta uma retração de 1,7% para a economia do Paraná neste ano. É o terceiro menor porcentual do país, segundo o banco. A maior retração está ocorrendo em Pernambuco (-4%). Para o Brasil, a projeção é uma retração de 2,8%.

SAP

A Asug, associação de usuários de SAP, promove um treinamento em Curitiba no dia 20, no Pestana. Entre os palestrantes, profissionais da FH, da Thomson Reuters e da Vistex. Informações no site.

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