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Overgame

A beleza de um soco na cara

Imagem de BlazBlue: gráficos são tão bons que às vezes dá vontade de esquecer o jogo e ficar apenas admirando | Divulgação
Imagem de BlazBlue: gráficos são tão bons que às vezes dá vontade de esquecer o jogo e ficar apenas admirando (Foto: Divulgação)
Imagem de BlazBlue: gráficos são tão bons que às vezes dá vontade de esquecer o jogo e ficar apenas admirando |

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Imagem de BlazBlue: gráficos são tão bons que às vezes dá vontade de esquecer o jogo e ficar apenas admirando

No começo da década de 1990, este colunista ti­­nha um sonho. Imagi­na­­va como seria se houvesse tecnologia suficiente para jogar Street Fighter II em uma te­­la na qual os personagens ficassem com tamanho quase humano. Certa vez, durante uma trans­­missão televisionada de um cam­­peonato de games, veio a imagem que chocou: haviam ligado um Super Nintendo em um telão e o resultado era, por não usar uma palavra de baixo calão, um lixo. O motivo era ób­­vio. Por mais que pudesse am­­pliar as imagens em escala cinematográfica, a fon­­te, o tal console de 16 bits, ge­­rava gráficos ainda primários. O que se via não eram lutadores gi­­gantescos, mas sim enormes quadrados em movimento. Frus­­trante.

O consolo era que no mundo tecnológico o tempo está sempre a favor. Era questão de alguns anos até que o realismo chegasse aos jogos de luta. Tudo seria previsível caso não houvesse uma mudança brusca no caminho. Por algum motivo, as produtoras começaram a apostar nos polígonos e nos gráficos em 3ª. dimensão no lugar do estiloso mundo 2D. Um verdadeiro soco no estômago, e sem magia. Do primeiro Playstation até a atual geração foi registrada uma incrível queda no número de lançamentos que ainda primavam pelo bom e velho com­­bate bidimensional. O Play­station 3 até chegou a ga­­nhar ver­sões em alta definição de SFII e Marvel vs Capcom, que não foram totalmente pensados para tirar o máximo da potência dos novos consoles. O resultado ficou parecido com a refilmagem do filme Psicose, realizada por Gus Van Sant. Parecia novo, mas ainda era em preto e branco. No final, todo mundo já tinha visto aquilo.

Com um histórico longo de espera, Xbox 360 e PS3 receberam neste mês um jogo de luta em duas dimensões. E, finalmente, um sonho se realiza. BlazBlue: Calamity Trigger, da Arc System Works, foi feito com um capricho ímpar. Cada detalhe dos cenários e dos personagens levou horas de trabalho manual. Sim, tudo feito à mão, como um bom desenho animado, e em altíssima resolução. Ligado a uma televisão de muitas dezenas de polegadas quase se perde a vontade de jogar para ficar apenas observando as animações coloridas pela tela. Se existe um limite para os recursos visuais nos jogos de luta, BlazBlue deve estar bem próximo.

O enredo é tolo, como manda o figurino. Um evento sem explicação leva o jogar para um mundo habitado por seres estranhos que estão a fim de muita confusão. Poucas linhas narrativas e sem sentido para unir dois adversários num mesmo ringue. É como filme pornográfico com história. O que vale é a ação.

Há vários modos disponíveis. Os principais são o modo história, arcade e multiplayer. No primeiro, pode-se escolher um dos 12 lutadores e ir enfrentando inimigos em série. Entre cada luta algumas linhas de diálogo. Já no modo arcade é pancadaria pura e simples contra dez inimigos. E no multiplayer pode-se jogar contra outras pessoas ao redor do mundo se o console estiver conectado à internet. As lutas são aceleradas e é preciso ter total domínio dos controles para conseguir fazer os mais belos "combos" (sequência de golpes). Ou relaxe e aperte os botões a esmo. O resultado pode ser bem satisfatório.

BlazBlue (foto 1): Calamity Trigger é um desbunde gráfico, principalmente do ponto de vista dos jovens que perderam horas de sua adolescência em frente a uma televisão de 20 polegadas ou menos. A jogabilidade está defasada em pelo menos uma década e não deve mudar o foco da indústria no desenvolvimento dos populares jogos em 3D. O bom balanceamento entre os personagens, contudo, permitirá desfrutar bons combates com uma grande diversidade de golpes e magias. E mesmo que não fosse divertido, ainda valeria a pena deixar o computador jogar sozinho para ficar apenas admirando os traços bem definidos de um jogo feito à mão.

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Uma polêmica e duas novidades

Por uns trocados

Já pensou como seria emocionante entrar na pele de um mendigo que vive em uma metrópole? Provavelmente não. Niels Wildung, no entanto, criou um jogo com a temática para aqueles que sempre quiseram saber como é pedir uns trocados nas esquinas. O "Mendigogame", on-line gratuito, teve um certo sucesso durante sua estreia na Espanha. E não demorou para que ONGs criticassem o projeto, que já foi lançado em versões que se passam nos becos de Londres, Paris, Varsóvia e Berlim. "Enfrentamos as críticas e esclarecemos que o jogo é uma sátira e não tem o objetivo de representar a realidade", respondeu Wildung à agência EFE.

Halo, o filme

Mais um jogo que conquistou a crítica deve pintar nas telonas em breve. De acordo com o site especializado em cinema IESB, o diretor Steven Spielberg (de E.T. - O Extraterrestre , Indiana Jones e Guerra dos Mundos ) está em negociação para filmar Halo: The Fall of Reach , que contaria os fatos que antecederam o enredo do jogo original. O roteiro já estaria pronto e Spielberg diz ter ficado "muito impressionado" com a adaptação. Essa não é a primeira vez que aventa-se Halo nos cinemas. A 20th Century Fox e a Universal já trabalharam por algum tempo para tentar filmar a história de Master Chief, um supersoldado que enfrenta uma aliança de raças alienígenas. A produção, inicialmente, seria de Peter Jackson ( O Senhor dos Anéis).

Rock brutal

A versão digital do ator Jack Black (de Escola do Rock) vai enfrentar inimigos embalado por uma trilha sonora recheada de muito heavy metal. Brütal Legend (foto 2), com lançamento previsto para outubro no Xbox 360 e PlayStation 3, contará com música de peso de bandas clássicas do gênero: Black Sabbath, Saxon, Judas Priest, Anthrax, Testament e Megadeth. Segundo o presidente Double Fine, Tim Schafer, a trilha foi pensada para agradas os "fãs de metal". O personagem central é um ajudante de banda que num belo dia acorda num mundo infestado por referências musicais e demônios. As armas? Uma guitarra-machado resolve o problema.

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