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Overgame

Meus queridos zumbis

House of Dead: Overkill traz para os games o melhor dos filmes “exploitation” | Divulgação/Sega
House of Dead: Overkill traz para os games o melhor dos filmes “exploitation” (Foto: Divulgação/Sega)

"Overkill" é a capacidade destrutiva de subjugar desproporcionalmente um adversário. É quando se usa uma bomba atômica em retaliação a uma pedrada. Ação exagerada para dominação. Expressão muito empregada na guerra fria, época em que os países tinham arsenais nucleares para acabar com todo o planeta quantas vezes quisessem – como se uma vez apenas já não fosse o bastante. Pode parecer absurdo, mas faz todo o sentido quando o inimigo é uma horda de zumbis.

Nas crendices haitianas, um morto poderia voltar à vida após ser desenterrado. Os corpos sem alma vagariam em estado catatônico a esmo. Com o tempo, os zumbis ganharam outras características indefectíveis, como comer carne humana, o que levaria a contaminação das vítimas. Este é o tipo de caso em que é melhor estar muito bem armado, pois a saída diplomática e cascudos não devem render bons resultados.

House of Dead: Overkill, lançado para o console Wii, é basicamente a união entre armamento pesado e muita munição numa terra povoada por mortos-vivos agressivos. Não que o enredo seja novidade na indústria de games. A falta de originalidade é maquiada com uma estética moderna, que lembra os obscuros filmes "exploitation", que eram produzidos com baixo orçamento e sempre apelavam para o terror mais raso possível.

O jogo usa filtros gráficos que simulam películas antigas e é dividido por capítulos. Cada fase ganhou um nome que poderia fazer parte dos "grindhouses" americanos (cinemas especializados em filmes B), como "O palácio da dor do papai", "Trauma balístico" e "Carny". É a versão não oficial em games do filme Planeta terror, de Robert Rodriguez. A vantagem é que você usa o controle como uma pistola e pode disparar indiscriminadamente na cabeça do que aparecer na tela. De resto é tudo muito parecido.

Os personagens, inclusive, são extremamente estereotipados. Dois agentes durões que enfrentam qualquer desafio para salvar o mundo. Lógico que são bonitões, inteligentes e sempre têm uma frase bacana no desfecho da ação. Há, no entanto, boas cenas, como aquela em que o policial principal precisa tirar um telefone celular de um zumbi. Resta cavocar as entranhas do morto-morto para atender a inconveniente ligação. Todo o serviço insalubre para ser informado que uma bomba vai explodir em segundos. Ainda bem que tem uma morena com roupas sexy, de moto e muitas armas esperando do lado de fora.

Com sangue jorrando na tela e uma profusão de palavrões, o jogo acabou criando uma nova categoria no livro dos recordes do Guiness: o título com a linguagem mais ofensiva da história dos videogames. Os editores conseguiram catalogar mais de um palavrão por minuto. Somente uma das expressões mais pesadas apareceu 189 vezes durante as 3 horas de diálogo.

O argumentista Jonathan Burroughs, se defende: "É uma honra dúbia receber uma menção como esta numa indústria em que o fruto do teu trabalho é muitas vezes taxado de irresponsável ou infantil". "Gozar com a linguagem em excesso do cinema série B era o objetivo e fico satisfeito que este recorde reconheça que não só conseguimos fazer frente a esse desafio, como também foi totalmente ultrapassado", justificou ao site Eurogamer.

The House of Dead: Overkill abusa das citações modernas do cinema trash de terror de outrora para se dar bem entre o público. Não precisava, pois matar zumbis, por si só, já é algo deveras divertido.

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A lenda nunca morre

Só um "Roundhouse Kick" poderia pôr fim às ditaduras de Fidel Castro (Cuba) e Kim Jong-il (Coreia do Norte). Pensando nisso, a Gameloft anunciou o lançamento para o celulares de Chuck Norris: A dor nunca acaba. A lenda eternizada pela internet (www.chucknorrisfacts.com). Segundo a produtora, o jogo permite que se coloquem fotos tiradas pelos aparelhos telefônicos no rosto dos inimigos. "Esse é o primeiro jogo oficial do fenomenal Chuck Norris, campeão das artes marciais, justiceiro e militar. Nossa ideia em criar esse game foi fazer um jogo simples e divertido, inspirado nos antigos arcades de lutas", explica Jorgelina Peciña, gerente de comunicação e marketing para América Latina da Gameloft. O preço varia em cada operadora.

Os mais vendidos na década

15,4 milhões de unidades vendidas em todo o mundo. Esta é a marca de Pokemon Ruby/Sapphire (GBA), 10º colocado do ranking dos jogos que mais venderam nos anos 2.000. Mais impressionante ainda é constatar que apenas um dos listados do levantamento realizado pelo site Vgchartz.com não foi produzido pela Nintendo. GTA: San Andreas (PS2) ficou em sexto lugar com 17,78 milhões de cópias vendidas. Os três primeiros são: Wii Sports (Wii), com 44,5 milhões; Wii Play (Wii), com 22,7 milhões; e Nintendogs (DS), com 22,09 milhões.

Precisão no joystick

A Nintendo promete mais fidelidade nos controles do Wii com um novo acessório. O Wii MotionPlus, que será vendido separadamente e não estará disponível no pacote original do console, deve melhorar os movimentos do jogador ao preço de US$ 19,99 quando chegar às lojas norte-americanas no dia 8 de junho.

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