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Comércio recua em setembro, diz Serasa

Queda de 1,8% se deve a um efeito de calendário e a uma desaceleração no segmento de veículos. Foi a primeira queda na comparação mensal desde fevereiro

Afetada por um efeito de calendário e uma desaceleração no segmento de veículos, a atividade do comércio recuou 1,8% em setembro em relação a agosto, segundo indicador da Serasa Experian. Foi a primeira queda nesta comparação desde fevereiro.

Em relação ao mesmo mês do ano passado, houve alta de 10,3%. A variação do indicador é prejudicada pelo menor número de dias úteis de setembro -19 ante os 23 de agosto.

O mês passado foi o setembro com o menor número de dias úteis desde 2007.

Para os economistas da Serasa Experiarn, a queda é pontual e não pode ser interpretada como uma interrupção no processo de retomada observado a partir do meio do ano.

Na comparação mensal, os seis segmentos mapeados pelo levantamento tiveram recuo. Os mais afetados foram o varejo de material de construção (-9,4%) e o de veículos (-9,5%).

O primeiro sofreu mais o impacto do efeito calendário. Já a retração nas concessionárias de veículos está ligada também à antecipação de compras em agosto, quando venceriam as medidas de estímulo do governo, depois prorrogadas.

A previsão é de avanço do índice nos próximos meses. Até setembro, a atividade do comércio acumula alta de 9,1%.

Depois de um primeiro semestre fraco, a economia vem ganhando força em especial à reboque de desonerações feitas pelo governo sobre bens de consumo, como o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para carros e para a linha branca.

Só em agosto, foram vendidos mais de 400 mil veículos no país, a maior marca da história.

Levantamento divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostrou que o efeito ajudou a indústria a reagir com mais força em agosto.

As vendas devem se acelerar nos próximos meses puxadas pela redução do nível de endividamento das famílias e pela aproximação das festas de final de ano, tradicionalmente mais forte para o comércio.

Especialistas questionam, contudo, se a antecipação de compra para bens duráveis, como os carros, por exemplo, pode tirar fôlego dos consumidores nos próximos meses.

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