
Depois de um ano em que o ritmo de lançamentos imobiliários disparou em todo o país, o setor da construção projeta mais um ano de forte crescimento para 2011. As obras de infraestrutura, puxadas pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos no Brasil e o setor de habitação devem garantir um avanço de 9% no Produto Interno Bruto (PIB) do setor o dobro do que deve avançar a economia como um todo (4,5%).Para o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon) no Paraná, Normando Baú, o setor vive um momento excepcional. Se os problemas na economia mundial não afetarem o Brasil e o governo mantiver firmes os compromissos de controle da inflação, esse atual ciclo positivo pode se prolongar de 2010 a 2020.
Construtoras e incorporadoras preparam um volume recorde de lançamentos em Curitiba para os próximos dois anos. Somente em 2010 foram liberados alvarás para a construção de mais 3 milhões de metros quadrados de imóveis residenciais, avaliados em R$ 8,3 bilhões volume financeiro superior a tudo que gera a economia de uma cidade como Londrina, por exemplo. O crédito, ao que tudo indica, vai continuar farto para 2011. A Caixa Econômica prevê mais um ano de recorde de financiamentos. Os preços do metro quadrado, depois de subirem muito nos últimos dois anos em Curitiba, devem continuar com trajetória de crescimento, ainda que em velocidade menor.



