O ex-goleiro da seleção paraguaia, José Luis Chilavert, acusa o técnico brasileiro Luiz Felipe Scolari de ter pressionado dois jogadores paraguaios para que eles não entrassem em campo em uma partida contra o Brasil, em 2001, válida pelas eliminatórias da Copa do Mundo do Japão e da Coréia, em 2002.
Chilavert se refere às ausências do zagueiro Gamarra e do meia Enciso na partida, que terminou com vitória de 2 a 0 do Brasil que, na época, era dirigido pelo atual treinador de Portugal. O confronto foi realizado em 15 de agosto de 2001, em Porto Alegre, e os brasileiros precisavam desesperadamente de uma vitória na luta pela classificação à Copa. Foi nessa partida também que o polêmico goleiro cuspiu no rosto do lateral Roberto Carlos após o apito final.
O ex-jogador diz à emissora de rádio paraguaia "Caritas", pela qual comenta os jogos da Copa da Alemanha, que Felipão teria exercido pressão, por meio de um empresário brasileiro (Gilmar Veloz) que trabalhava para Enciso, na época jogador do Internacional.
- Toda a torcida precisa saber, perfeitamente, que se o Paraguai empatasse ou vencesse, o Brasil ficaria fora do Mundial. Então o Scolari se comunicou com ele (Veloz) e pediu que o Gamarra e o Enciso não jogassem - afirma Chilavert.
A Associação Paraguaia de Futebol informou na ocasião que Gamarra, que defendia o AEK Atena (Grécia), tinha sido excluído do jogo por uma lesão no púbis, e que Enciso teve de resolver um problema judicial no Brasil.
O Paraguai, que tinha vencido por 1 a 0 o Brasil no jogo de ida, chegou ao jogo quase classificado, enquanto Scolari estava com a corda no pescoço, em meio a uma das piores campanhas brasileiras em eliminatórias.
- Gamarra e Enciso deram benefícios aos brasileiros, acima dos interesses dos paraguaios, e luto contra isso. Lutei sempre e fui o bandido do filme dispara Chilavert.
O treinador da seleção portuguesa ainda não se pronunciou sobre a acusação do ex-goleiro.



