
A inadimplência do consumidor registrou alta de 11,5% em agosto, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, representando o maior crescimento na relação anual desde 2005, segundo o indicador da Serasa Experian divulgado ontem. Na avaliação dos economistas da Serasa, o consumidor aproveitou a Copa do Mundo para comprar produtos de maior valor agregado e, com o acúmulo de dívidas, não conseguiu honrar os compromissos.
No confronto com julho, a inadimplência apresentou expansão de 1,8% e, no acumulado dos oito primeiros meses do ano, de 0,2%.
As dívidas com cartões de crédito e financeiras foram as principais responsáveis pelo crescimento da inadimplência, com alta de 5,9%, seguidas pelos bancos (1,1%). Já os cheques sem fundos registraram queda de 4,1% e os títulos protestados recuaram 3,1%. No período de janeiro a agosto, o valor médio dos cheques sem fundos atingiu R$ 1.235,18, contra R$ 930,69 do mesmo período do ano passado. O valor dos títulos protestados foi de R$ 1.173,75 no acumulado de 2010, ante R$ 1.103,75 do mesmo período do ano passado.
De janeiro a agosto deste ano, o valor médio das dívidas ligadas a financeiras e cartões de crédito atingiu R$ 376,50, ligeiramente maior que os R$ 369,20 do mesmo período de 2009. Na mesma base de comparação, as dívidas com bancos recuaram para R$ 1.319,99, uma leve redução em relação aos R$ 1.337,32 do mesmo período do ano passado.
Para os economistas da Serasa Experian, "os sinais de reaquecimento da economia neste terceiro trimestre, a continuidade da geração de empregos e a elevação da massa salarial deverão atenuar, ao longo dos próximos meses, esta tendência de elevação da inadimplência do consumidor, permitindo que ela cresça num ritmo inferior à expansão do crédito".



