A Copel e a Petrobrás assinaram ontem o acordo que reestrutura uma dívida de R$ 750 milhões contraída pela empresa paranaense entre 2003 e 2005. O débito surgiu a partir do momento em que o governo do Paraná decidiu renegociar os termos do contrato de fornecimento de gás natural para a usina termelétrica UEG Araucária. De acordo com o novo compromisso firmado entre as empresas, a Copel pagará R$ 150 milhões, divididos em 60 parcelas que serão quitadas a partir de janeiro de 2010. O valor será corrigido pela taxa básica de juros (Selic), hoje em 17,25% ao ano.
O acordo foi anunciado em uma reunião entre o governador Roberto Requião, o presidente da Copel, Rubens Ghilardi, e o presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli. Para a estatal paranaense, o novo contrato retira um passivo gigantesco de seu balanço e praticamente finaliza as negociações para a retomada da UEG. Agora, falta apenas a Copel confirmar a compra da participação da multinacional norte-americana El Paso no empreendimento. A companhia paranaense ofereceu US$ 190 milhões para ficar com a fatia de 60% que a sócia tem na usina. A Petrobrás tem uma participação de 20% no projeto e a Copel outros 20%.
Após fazer os últimos acertos com os sócios no projeto, a Copel pretende investir R$ 50 milhões na recuperação da termelétrica para que ela entre em funcionamento até o fim de 2008. Problemas na configuração das turbinas impediram que a usina fosse acionada e fizeram com que a empresa paranaense abrisse uma renegociação do contrato que a obrigava a comprar a energia da UEG, mesmo sem que houvesse a geração. Novas turbinas, capazes de funcionar com gás e diesel, devem ser adquiridas pela termelétrica. "Pretendemos oferecer a eletricidade de Araucária no próximo leilão de energia, que negociará contratos para suprimento a partir de 2010", adiantou Rubens Ghilardi.
A solução das discussões em torno da UEG encerrou duas ações judiciais entre a Copel e a El Paso. "Depois de três anos discutindo e negociando, conseguimos estabelecer acordos que atendem convenientemente aos interesses e possibilidades da Copel", resume Ghilardi.



