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Setor elétrico

Copel lidera compras em leilão de energia

Estatal adquiriu 300 megawatts médios e zerou a exposição no primeiro semestre deste ano. Evento movimentou cerca de R$ 3,3 bilhões

Segundo a Copel, resultado garante que a empresa não ficará exposta ao mercado livre até 2017 | Aniele Nascimento/Gazeta do Povo
Segundo a Copel, resultado garante que a empresa não ficará exposta ao mercado livre até 2017 (Foto: Aniele Nascimento/Gazeta do Povo)

A Copel foi a principal compradora do 18.º Leilão de Ajuste realizado ontem pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para tentar reduzir a exposição de 4 mil megawatts (MW) médios das distribuidoras na primeira metade deste ano. O braço de distribuição da estatal paranaense adquiriu 1,303 milhão de megawatt-hora (MWh) ou quase 300 megawatts (MW) médios de energia do leilão. Na sequência, as maiores compradoras foram a Cemig Distribuidora, com 1,126 milhão de MWh, e a CPFL Paulista, com 941,2 mil MWh.

O montante – que será entregue imediatamente em contratos de três e seis meses– praticamente zerou a exposição da concessionária paranaense ao mercado de curto prazo no primeiro semestre. 

Segundo o diretor da área de distribuição da companhia, Vlademir Santo Daleffe, o resultado do leilão cobre a necessidade imediata da Copel e garante que a empresa não ficará exposta ao mercado livre pelos próximos três anos.

Um fator decisivo para que isso aconteça é a chegada, no segundo semestre deste ano, de 600 MW médios em cotas de energia mais barata das usinas cujas concessões não foram renovadas por ocasião da Medida Provisória nº 579.

Preço-teto

O preço médio de venda da energia comercializada no leilão de ontem foi de R$ 387,07 por MWh, muito próximo do teto do preço de energia de curto prazo dado pelo Preço de Liquidação de Diferenças (PLD), de R$ 388,48 por MWh.

O preço praticado denota que as geradoras consideram que o PLD tende a se manter próximo do teto ao longo de todo este primeiro semestre e não aceitaram vender a preços mais baixos em consequência, também, do baixo nível dos reservatórios. O leilão movimentou um total de R$ 3,3 bilhões em contratos de energia.

No total, as distribuidoras contrataram 2.105 MW médios de energia no leilão, segundo dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). O total equivale a cerca de metade dos 4 mil MW médios de descontratação de energia das distribuidoras neste primeiro semestre do ano.

O objetivo do Leilão de Ajuste realizado ontem foi complementar a carga de energia necessária para que as distribuidoras pudessem atender ao mercado consumidor no primeiro semestre deste ano.

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