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Balanço

Copel registra alta de 24% nos lucros em 2010

Aumento do consumo e fim do desconto tarifário alavancaram faturamento da empresa de energia

Confira os fatores que elevaram o lucro da Copel em 2010 |
Confira os fatores que elevaram o lucro da Copel em 2010 (Foto: )

O aumento do consumo de energia, o reajuste na conta de luz e o fim do desconto tarifário em 2010 fizeram a Companhia Paranaense de Energia (Copel) fechar o ano passado com lucro de R$ 1,01 bilhão, alta de 24% em relação a 2009. Com dinheiro em caixa, reflexo do nível de endividamento baixo – de 18% do patrimônio líquido –, a empresa está de olho em investimentos nas licitações para geração de energia no Norte e Centro-Oeste e na aquisição de pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) e parques eólicos. Pela primeira vez, o balanço foi apresentado de acordo com o padrão contábil internacional (IFRS), conforme exigência que entrou em vigor no ano passado para todas as companhias brasileiras listadas na bolsa.

A receita operacional em 2010 foi de R$ 6,9 bilhões, um aumento de 10,4% na comparação com o ano anterior. Desse total, 60% vieram do pagamento pelo uso da rede da Copel e pelo fornecimento da energia. Do lado das despesas, que também cresceram, o maior gasto foi com a compra de energia (33%). A empresa, que já foi autossufuciente no fornecimento ao mercado paranaense, hoje precisa comprar energia para atender à demanda do estado. No ano passado, vendeu 17,5 mil gigawatts-hora (GWh) na Câmara de Co­­mercia­lização de Energia Elé­trica (CCEE), que regula o mercado, e comprou 24,5 mil GWh, com déficit de 7 mil GWh.

A Copel se beneficiou em 2010 pelo aumento geral do consumo de energia, quando o setor cresceu, na média, 5,9%, puxado pelas classes industrial e comercial. Em junho do ano passado, também acabaram os descontos tarifários para os consumidores que pagam a conta em dia. Ainda no mesmo mês, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autorizou um reajuste na tarifa de energia, que subiu 2,46%.

Para 2011, a empresa pretende participar dos leilões da Aneel em outros estados, em parceria com estatais ou sócios privados. "A meta da empresa é crescer em geração e transmissão de energia. O setor de geração de energia elétrica está crescendo no Centro-Oeste e no Norte do Brasil. A empresa vai analisar esses projetos e se tiverem retorno interessante, temos a intenção de participar desses empreendimentos", afirma Ricardo Portugal Alves, diretor financeiro da Copel. No fim do ano passado, a Assembleia Legislativa do Paraná aprovou uma lei que permite à Copel ser minoritária em negócios da área elétrica.

A empresa também já analisa a compra de parques eólicos e pequenas centrais hidrelétricas, as PCHs. "Com o nível de endivadamento baixo, o potencial de alavancagem da empresa é enorme. Estão sendo realizados vários leilões de parques eólicos e a Copel vai participar disso também. Além disso, estamos analisando uma série de propostas de aquisição de ativos já existentes", diz Alves.

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