
Ouça este conteúdo
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu nesta quarta-feira (18) reduzir a taxa básica de juros, a Selic, em 0,25 ponto percentual, de 15% para 14,75%. A decisão foi por unanimidade.
O corte ocorre em meio às incertezas causadas pela guerra no Irã, que impactam o preço do petróleo e pressionam a inflação. Segundo o Copom, esse cenário "exige cautela por parte de países emergentes em ambiente marcado por elevação da volatilidade de preços de ativos e commodities".
"O Comitê considera os impactos dos conflitos no Oriente Médio de forma prospectiva, em particular seus efeitos sobre a cadeia de suprimentos global e os preços de commodities que afetam direta e indiretamente a inflação no Brasil", disse o BC, em nota.
No cenário interno, o Copom considerou que "o período prolongado de manutenção da taxa básica de juros em patamar contracionista" criou condições para ajustes no "ritmo dessa calibração".
Contudo, defendeu "serenidade e cautela na condução da política monetária" diante da falta de clareza sobre a "profundidade e a extensão dos conflitos no Oriente Médio, assim como seus efeitos diretos e indiretos sobre o nível de preços ao longo do tempo".
O BC afirmou que continua acompanhando como os desenvolvimentos da política fiscal doméstica impactam a política monetária e os ativos financeiros.
Fed mantém taxa de juros dos EUA
O Federal Reserve (Fed) manteve a taxa básica de juros nos Estados Unidos nesta quarta (18) na faixa entre 3,50% e 3,75%. O Comitê Federal de Mercado Aberto da instituição (FOMC) sinalizou que as repercussões da guerra no Irã são "incertas".
A decisão do Fed de manter o nível dos juros está em linha com as expectativas do mercado, apesar da insistência do presidente dos EUA, Donald Trump, por uma redução.
"Os indicadores disponíveis sugerem que a atividade econômica tem se expandido em um ritmo sólido", disse a instituição.
O banco central americano também afirmou que "a criação de empregos permaneceu fraca e a taxa de desemprego mudou pouco nos últimos meses", enquanto "a inflação permanece elevada".
Trump, que pressionou o presidente do Fed, Jerome Powell, para afrouxar a política monetária. O republicano convocou uma reunião de emergência em resposta à crise decorrente da guerra no Irã e da disparada dos preços do petróleo, com o objetivo de discutir um corte imediato nos juros.
Powell, que liderou uma reunião do Fomc pela penúltima vez, tem previsão de deixar o cargo em maio. Trump nomeou Kevin Warsh, ex-membro do Conselho de Governadores do comitê, como sucessor dele. (Com Agência EFE)








