
Embora esteja com a "agenda cheia" e planeje contratar mais cem funcionários em 2009, a Aker Solutions também está iniciando um programa de redução de custos, a exemplo do que fizeram empresas afetadas de modo mais severo pela crise. No caso da fábrica curitibana, a primeira pressão veio de contratos que usam o artifício das fórmulas de reajuste, como os da Petrobras que, com a mudança de cenário, acabaram por reduzir os valores firmados anteriormente. Além disso, em razão da queda na demanda do setor, alguns clientes pediram para renegociar contratos.
"Vamos atuar em três frentes. Primeiro, pretendemos reduzir em 8% os custos indiretos, aqueles que não são ligados à operação. Depois, a partir de fevereiro, uma consultoria ficará dez meses na fábrica, fazendo uma avaliação de todo o processo produtivo, o que, acredito, permitirá uma redução de 5% em nossos custos diretos. A terceira frente é rever nossos acordos com os fornecedores", explica o presidente da área Subsea da Aker Solutions do Brasil, Marcelo Taulois.
A negociação com os fornecedores tende a ser facilitada pelo fato de que o mercado "virou" após a crise internacional, ficando mais favorável ao comprador de componentes. E não apenas no setor de petróleo e gás. Fornecedores de montadoras, por exemplo, já bateram às portas da Aker para oferecer produtos e serviços com descontos generosos, depois que o mercado automotivo perdeu ritmo. (FJ)



