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Investigado no caso Master

Credores de Tanure na Ligga Telecom executam dívida e tomam ações da Light e Alliança Saúde

Nelson Tanure Ligga Telecom Banco Master
Empresário Nelson Tanure, controlador de fundo que arrematou Ligga Telecom: alvo da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes no Banco Master (Foto: Marco Antonio Lima/AM4 Digital)

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Credores que financiaram o investidor Nelson Tanure na compra da Ligga Telecom, no Paraná, executaram garantias do empréstimo e tomaram ações da Light e da Alliança Saúde, segundo fato relevante divulgado neste final de semana. O ato resultou na perda de parte das participações nas companhias e adotada após o descumprimento de condições de uma renegociação firmada no fim do ano passado, que previa quitação parcial da dívida para manter o prazo estendido.

A execução das garantias atingiu ações mantidas por meio da Lormont Participações e do Fonte de Saúde Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia, veículos ligados a Tanure e até então acionistas relevantes das empresas. Segundo comunicados enviados aos órgãos de supervisão do mercado de capitais, a operação alterou de forma significativa a estrutura societária dos grupos envolvidos.

A Gazeta do Povo procurou a defesa de Tanure para se pronunciar e aguarda retorno.

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No caso da Alliança Saúde e Participações, a participação combinada da Lormont e do Fonte de Saúde foi reduzida para 6,96% do capital social. Com isso, os dois fundos deixaram de ser considerados acionistas controladores da companhia, que já havia passado por mudanças relevantes desde a entrada de Tanure.

“Em decorrência da excussão da garantia, os acionistas deixaram de ser controladores da companhia”, afirmou a empresa em fato relevante divulgado ao mercado.

A Light também comunicou alterações de que o fundo de investimento Opus passou a deter o equivalente a 9,9% do capital da companhia após a reorganização das participações decorrente da execução das garantias.

A execução da dívida ocorre em meio ao agravamento da situação de Nelson Tanure, que teve bens bloqueados em janeiro por decisão do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), em um dos desdobramentos da investigação do escândalo financeiro envolvendo o liquidado Banco Master.

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A Procuradoria-Geral da República (PGR) sustenta que a Polícia Federal encontrou indícios de que Tanure seria “sócio oculto do Banco Master, exercendo influência por meio de fundos e estruturas societárias complexas”. A instituição bancária é acusada de fraudes financeiras por, entre outros motivos, vender carteiras de crédito sem lastro ao Banco de Brasília (BRB) por R$ 12,2 bilhões.

Ao autorizar o bloqueio, Toffoli afirmou que “mostra-se urgente e necessário o deferimento dos pedidos formulados pelo Procurador-Geral da República”. O valor do bloqueio não foi informado na decisão, que também alcança outras pessoas investigadas no caso.

Tanure foi, ainda, alvo de mandados de busca e apreensão na segunda fase da Operação Compliance Zero, no mês passado. A ação teve como foco supostas fraudes realizadas pelo Banco Master com o uso de fundos de investimento e previdenciários de servidores de vários estados.

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