Rio de Janeiro A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) já recebeu da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) parte das informações sobre quem operou com ações da Refinaria Ipiranga dias antes do anúncio oficial sobre a venda do grupo para o consórcio formado pela Petrobrás, Ultra e Braskem. O restante das informações chegará ao órgão até amanhã.
A movimentação atípica com os papéis das empresas despertou a desconfiança de que houve vazamento de informação. De acordo com números da Bolsa, na sexta-feira, 16, o movimento com ações da Ipiranga atingiu R$ 13 milhões, mais de 27 vezes o giro médio.
Um dos indícios de que houve informação privilegiada foi o fato de a movimentação atípica ter se concentrado nas ações ordinárias da empresa. Pela lei, em caso de venda, os donos desses papéis, diferentemente dos acionistas preferenciais (PN), têm direito a receber 80% do valor a ser pago aos controladores.



