Davos (Das agências) O Fórum Econômico Mundial começou com as atenções voltadas para os mercados emergentes. Brasil, Rússia, Índia e China representarão parte cada vez maior da economia mundial, segundo dois estudos divulgados ontem em Davos, na Suíça. Dos 1.410 empresários entrevistados pelo gabinete de estudos Pricewaterhouse Coopers, 71% disseram que suas sociedades têm intenção de desenvolver atividades em pelo menos um desses países, em enquete realizada com diretores de empresas de 45 países.
Das empresas que pretendem investir nos países emergentes, 78% consideram a China o país mais atraente, seguida da Índia, com 64%, a Rússia, com 48%, e o Brasil, com 46%. "Estes países têm uma influência muito maior do que pensávamos", opinou Jim ONeil, encarregado de pesquisa econômica da Goldman Sachs.
A companhia fez outro estudo levando em conta 13 indicadores como inflação, déficits públicos, dívida, nível de investimentos, além da estabilidade política e nível de inserção da internet no país. Nesse estudo, "a China é a primeira dos quatro, seguida de Rússia, Brasil e Índia", afirmou ONeil. Segundo ele, estas quatro nações, em particular o Brasil, "não precisam fazer milagres econômicos, só precisam evitar as crises".
A chanceler (premiê) alemã Ângela Merkel fez o discurso de abertura do fórum e propôs a organismos internacionais que adotem padrões comuns de política socioambiental e defendam a liberalização comercial. "Precisamos atar a proteção ambiental e as medidas sociais Organização Mundial do Comércio, ao Fundo Monetário Internacional e ao Banco Mundial", disse Merkel, que fez um forte apelo por resultados na Rodada Doha de negociações comerciais globais, cujo prazo termina em abril.
Durante o fórum, que se estende até domingo, é esperada uma reunião de ministros de mais de 25 das maiores potências comerciais, que tentarão avançar as negociações sobre barreiras agrícolas internacionais. O evento reúne 2.340 participantes de 89 países, incluindo 15 chefes de estado, 60 ministros, 23 líderes religiosos, 13 líderes sindicais e 30 chefes de organizações não-governamentais.



